quarta-feira, 22 de junho de 2011

CÃO MEDROSO

Ia eu, por aí, muito descansada, quando um poderoso cão começou a correr e a ladrar, agressivamente, na minha direcção. Maldito!, pensei, o que quererás de mim, o que cheirarás de mim? E encarei-o. Firmemente. Então, ele, como se tivesse percebido algo obscuro na minha introspectiva interjeição interrogativa, estacou, calou-se, passou para o modo rosnar e foi recuando, não fosse eu começar a ladrar-lhe. Continuei a fixá-lo com determinação e ele encolheu o rabo entre as pernas, baixou os olhos e fugiu às arrecuas. Enfim, tinha-o dominado pelo medo. Tinha dominado o meu medo. Lixe-se o cão, pensei. E ele já ia longe, não fosse eu dar-lhe uma dentada.

2 comentários:

  1. Pois...é o que eu digo à Inês! às vezes fugir e mostrar medo é pior! Mas não é fácil, sobretudo quando os cães correm para nós a ladrar!

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