segunda-feira, 11 de julho de 2011

MORAL DA HISTÓRIA

FACTO 1 (sensacional): o tablóide britânico News of the World terá, alegadamente, recorrido a escutas telefónicas ilegais (os jornais podem fazer escutas telefónicas legais?!) sobre as mais variadas pessoas (personagens públicas ou não, pelos vistos, era tudo a eito);

FACTO 2 (inelutável?): perante o facto 1, o proprietário do NotW (sigla inventada, que também serve, v.g., para not well), Rupert Murdoch, anuncia o fim da publicação;

FACTO 3 (indesejável): A última edição do jornal/espia evapora-se, rapidamente, das bancas (segundo uns, cerca de 4,5 milhões de exemplares), não porque tenha sido apreendida por qualquer autoridade, mas porque se vende melhor do que pãezinhos quentes; 

FACTO 4 (provocador): Na capa dessa edição destaca-se: THANK YOU (AND GOOD BYE)! (É bem verdade que se tivessem escrito SORRY, ninguém iria acreditar, nem comprar …) 

Aqui está um bom exemplo da assombrosa crise de valores que o mundo vive!

Não me refiro, naturalmente, às escutas, que o óbvio fala por si e, quando é demasiado óbvio, GRITA. 

Refiro-me, sim, à corrida desaustinada à última edição, como se de um magnífico troféu se tratasse. 

MORAL DA HISTÓRIA: o LIXO, nos media ou em qualquer outro poiso, não existe porque sim, existe porque há quem esteja ávido do seu consumo. 

Demasiado óbvio, afinal, não?

Já as razões profundas, seriam matéria para um ensaio … pelo menos!



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