sábado, 2 de julho de 2011

PROMESSAS FATAIS/SÓCRATES 2

Hoje fiquei na dúvida: será que o sr. Cavaco Silva sabe o significado do vocábulo fatalidade
É que, segundo noticiado pela TSF, ele terá referido que o novo imposto extraordinário (e é mesmo extraordinário, um tal imposto ...) não é uma fatalidade.
Ora, pergunto eu, se não é uma p. duma fatalidade é o quê, um presentinho de Natal?
Seja lá o que for, não deixa de consubstanciar a primeira grande mentirola do sr. Passos Coelho, que, há bem pouco tempo, afirmava, categoricamente, que:
  • não iria aumentar a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, visto tal ser incomportável, dado o elevado peso fiscal que sobre os mesmos já impende; 
  • não iria mexer no 13º mês. 
É claro que isso foi antes das eleições e, como tal, não era para ser tomado a sério, mas o facto é que  deve ter havido quem acreditasse, a avaliar pelos resultados eleitorais ...
Cá para mim, e com muita pena minha, esta foi apenas a 1ª dum (anunciado) cortejo de mentiras, uma das quais deverá ser a de que o dito imposto  se destina  a vigorar este ano.
Pois, pois, para o ano deverá incidir sobre o subsídio de férias, se ainda houver subsídio de férias ...
Aliás, para o ano, deve mesmo continuar, a pretexto duns quaisquer números publicados pelo INE, quiçá extensivo à totalidade do 13º mês - eufemismo para disfarçar uma realidade bem mais vasta, que abrange não só outros rendimentos, v.g., os provenientes de rendas (vivam as medidas em prol do arrendamento!), como os rendimentos de trabalhadores que não auferem o dito subsídio ...
O que vale é que é um imposto que só atinge os ricaços deste País, quer dizer, os que ganham fortunas acima dos quatrocentos e tal euros.  
  

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