sábado, 21 de janeiro de 2012

APELO URGENTE E INGENTE!


Há horas e horas, circunstâncias e circunstâncias!
Esta hora e esta circunstância demandam um apelo urgente e ingente, dirigido a quase todos os Portugueses, em especial aos Desempregados, Sem-abrigo, Arrumas e Reformados, neste caso, particularmente, àqueles cujas pensões atingem as astronómicas quantias de 200, 300, 500 ou, até, imagine-se (!), 600 ou 1.000 euros - desde que em resultado de longos e árduos anos de trabalho e descontos para a Segurança Social, o que exclui, obviamente, as devidas por curtos mas, seguramente, exaustivos períodos de exercício (?) de actividade política ou financeira, v.g. e respectivamente, na Assembleia da República ou no Banco de Portugal, ou outras que tais.
Está na hora - e a circunstância justifica - que juntemos os nossos parcos recursos e os coloquemos à disposição do sr. Cavaco Silva, que, se não sabem deviam saber, é o nosso ilustríssimo presidente da Republica, aliás, democraticamente eleito!
As necessidades que este sr. - e, certamente, o seu distinto agregado familiar - estão a passar, devido ao reduzidíssimo valor da pensão, quer dizer, das pensões, que o mesmo aufere, reclamam essa atitude de desprendimento, que, no caso, assume foros de verdadeiro patriotismo.
E não me venham cá dizer que o subsídio de desemprego é parco ou já expirou, que não têm encontrado moedas nos caixotes do lixo (incluídos os da caridade alheia), que as moedas angariadas na actividade do troce/destroce não têm a natureza esticadiça da pastilha elástica ou que os euritos da reforma praticamente se esgotam na renda de casa e que estão fartos de dar voltas à cabeça (e ao estômago) para chegarem a uma alimentação decente, quanto mais aos medicamentos e a tantos outros luxos do género.
Até poderá ser que tenham razão, o que duvido, mas, em tal caso, façam o favor de alargar os cordões à bolsa das bastas poupanças que, sem dúvida, amealharam ao longo das vossas vidas.
Nem se atrevam a dizer que não, que não têm poupanças, que nunca ganharam o suficiente para poupar (se nem sequer para viver condignamente ...). Se assim é, culpa vossa, repito, culpa vossa!
Quem vos impediu de terem formação e oportunidade - entre outros ingredientes igualmente válidos - para auferirem rendimentos que vos permitissem criar bem recheadas bolsas de poupança?
E, já agora, quem vos impediu de estar em situação e/ou de  granjear amigos que vos dessem de bandeja ganhos financeiros inacessíveis ao comum dos mortais (nós), mas que o comum dos mortais (nós) viria a ter de custear anos mais tarde?
E, por fim (embora não por último), quem vos impediu de optarem pelo vencimento de presidente da República, em vez de ficarem agarrados às vossas caricatas e esbanjadoras vidinhas de nada?
Não se aceitam desculpas.
A hora e a circunstância impõem!
Bora lá todos demonstrar que temos dignidade humana e sentido de Estado!
E esperemos que lhe faça muito bom proveito ...





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