sexta-feira, 12 de julho de 2013

JAPAN FOREVER!

 
Hoje foi dia de confluência de propostas, desde a inauguração duma exposição póstuma individual de pintura (de Vasco Costa, Paisagens Interiores, Galeria António Prates) até um espectáculo de música (Júlio Resende, pianista, e Gisela João, fadista),  integrado no festival Largos da Mouraria.
 
Todavia, o anúncio de Emperor entrou, inesperadamente, no meu campo de visão e o apelo sobrepôs-se a qualquer outro. 
 
É que Emperor, do realizador Peter Webber, é (mais) um filme que traz o Japão até nós e, dado o meu fascínio por este País, ir vê-lo revelou-se uma questão inadiável.
 
Passa-se no Japão, pouco depois do fim da 2ª Guerra Mundial, tendo por tema a tomada de decisão, pelos ocupantes americanos,  sobre se o Imperador Hirohito deveria ou não ser levado a julgamento, como criminoso de guerra. Entrelaçada, surge, em flashback, uma história de amor entre o general encarregado da investigação (destinada a fundamentar aquela decisão) e uma rapariga japonesa.
 
Não me parecendo excepcional (por momentos, o género em que se insere, dramático, resvala um pouco para o melodramático), ainda assim, considero-o um bom filme. Pelo testemunho cru da terrível destruição provocada pela guerra (é bom nunca esquecer...), pelo retrato das profundas diferenças culturais entre o Japão e o Ocidente, no caso representado pelos EUA, e pelas questões políticas suscitadas, nomeadamente, em termos de (pertença/distribuição de) responsabilidade pelos nefastos acontecimentos em causa (pese embora a superficialidade da abordagem).
 
Mas, para mim, existe uma outra razão particular, pela qual não poderia deixar de ver o filme, a rememoração, embora em pequenas doses, de paisagens que nunca me abandonam, tais como, os bosques de bambus, o inacessibilidade do Palácio Imperial, a sobriedade dos interiores japoneses e o fabuloso e enigmático Monte Fuji.
 

 

 
  
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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