quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ENTÃO E A IRMÃ LÚCIA?

 
Lá para ontem, via TSF, fiquei a saber que alguém - não percebi se das instâncias desgovernativas ou paralamentares - anda entretido a promover a trasladação do corpo do finado Eusébio para o Panteão Nacional, aliás, com grande preocupação de celeridade, a fim de, alegadamente,  evitar qualquer suspeita de colagem ao período eleitoral em aproximação (como se tão improvável ideia passasse pela cabeça de alguém!!!).
A minha primeira reacção foi a que já vem sendo habitual face a notícias deste calibre, ou seja, belisquei-me fortemente e entalei o termómetro debaixo do braço, para me certificar, respectivamente, de que estava acordada e de que não padecia de estado delirante.
Como senti o beliscão e o termómetro se manteve abaixo dos 36 graus, realizei que, 1º, se tratava, mesmo, duma notícia e, 2º, devia fazer sentido, porque foi transmitida com a maior das seriedades, desde logo desacompanhada de qualquer observação crítica ou som de gargalhada.
Suscitou-se-me, então, uma séria dúvida, a de saber se o, por assim dizer, pacote da trasladação, incluiria, também, os santos restos mortais da Irmã Lúcia, caso em que o Panteão Nacional passaria a reunir a mui icónica trindade salazarenta, a saber, Fado (já representado com os restos da D. Amália), Futebol e Fátima!
A perplexidade voltou a invadir-me, impelindo-me a consultar a agenda electrónica mais próxima, que me elucidou estarmos no ano 15 do século 21! Então isto não é, mesmo, o Estado Novo? - interroguei-me. Bem, até agora, ninguém me soube responder...
Em qualquer caso, parece-me que devia aproveitar-se para mudar o nome do Panteão Nacional, por exemplo, para Armazém 3-F, e para criar um novo espaço destinado a albergar os restos mortais dos que ... blá-blá-blá, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade (cfr. Decreto da respectiva criação).
P.S.: Se eu fosse o cristiano Ronaldo, precavia-me... (que ele há gente para tudo...).
 
 
 
 


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