segunda-feira, 13 de abril de 2015

ENTÃO E O EMPLASTRO?

Qual o português que não anda de cabeça à roda, com isto das candidaturas galopantes às eleições para a presidência da República?

Por um lado, tais eleições nem sequer são as próximas e, por outro lado, o lugar é apenas um, mas, segundo os meus cálculos, o número de candidatos a candidatos já deve ultrapassar o das sombras de Grey (cinquenta, para quem ignore).

Não que saiba, ao certo, quantos são e, sobretudo, quem são, excepto os óbvios, ou seja, os que, por terem falhado em tudo o resto, nunca poderiam deixar de se oferecer (ou serem oferecidos) para candidatos a candidatos a presidente da República! Isto, a avaliar pelas exigências do cargo, considerado o paradigma criado pelo ainda actual titular, se é que, entretanto, não morreu sem que me tenha  apercebido. 

Senão vejamos, o Dr. Santana Lopes teve o privilégio de ser despedido de primeiro-ministro, por manifesta e insustentável incompetência; o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, perito em generalidades e publicidade gratuita, nem sequer conseguiu ser primeiro-ministro, apesar do desespero da tentativa; o Dr. Durão Barroso, após ter encontrado o País de tanga - segundo alegou - deixou-o sem tanga, após um streaptise que envolveu servir cafés nas Lajes e adquirir, em troca, voo de longa duração para Bruxelas. 

Os outros não conheço, a menos que se trate do Dr. Fernando Nobre - caso, entretanto, não tenha dado o tal tiro na cabeça -, do Dr. Marinho (não sei se e ou não e) Pinto - caso não considere o cargo excessivamente bem remunerado - ou do Eng.º Guterres - que legou o País de tanga, segundo alegação do seu sucessor, a meio dum qualquer campeonato, para ir acudir a outras freguesias, de cariz mais cosmopolita; está bem, este garantiu não ser candidato a candidato, mas isso não impede que venha a ser candidato a presidente da república, não é? O mesmo se diga desse tão ilustre, quanto honesto e coerente político, Dr. Paulo Portas, apesar de ter dito não estar nem aí. Pois não, mas nada impede que possa vir a estar, não é? Aliás, não acrescentou tratar-se duma declaração irrevogável, não é?

Os restantes não conheço mesmo ou não estou lembrada ou não me apetece falar neles. Vejamos só um exemplo: Dr. Sampaio da Nóvoa!? Para mim, bem podia ser da Névoa ou da Nódoa - passe o óbvio do trocadilho - que ficava na mesma. 

Ora bem, o facto é que, se não há fome que não dê em fartura, a inversa também pode ser verdadeira.

Assim sendo, por simples questão de participação cívica, dei comigo a querer colaborar. Passei a sociedade a pente fino (mais um lugar comum), por assim dizer, e surgiu-me, não mais um candidato, mas o candidato, com os requisitos ideias para o cargo: é conhecido de todos os portugueses e não engana ninguém! A saber,  o Emplastro! Agora já só falta encontrar uma primeira dama à altura. 

Saudações republicanas!

(Imagem obtida em pesquisa Google)




2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olha! Um comentário! Obrigada.
      Beijinhos.
      P.S.: Então não é que já surgiu outro candidato, um tal Orlando Cruz? É no Porto, ainda não é o Emplastro, mas está quase, eheheh!

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