quinta-feira, 5 de abril de 2018

PELO MÉDIO ORIENTE - III - AINDA O #ABU DHABI



O tour pelo Abu Dhabi (v. post de 18 de Fevereiro p.p.)  prosseguiu em direcção ao Saadiyat Cultural District (sede dos mais importantes museus), para visita do centro cultural e artístico Manarat Al Saadiyat (o lugar da iluminação), que alberga, v.g., várias galerias de arte e exibe colecções de artistas nacionais e internacionais, proporcionando uma ideia do investimento artístico dos/nos UAE.

A propósito e como é sabido, foi recentemente inaugurado o Louvre Abu Dhabi (que, lamentavelmente, não tive oportunidade de visitar), encontrando-se, também, em vias de conclusão um novo museu Guggenheim (o maior do mundo, lá vai mais um record, of course!), da autoria de Frank Gehry.


(A cúpula do Louvre, captada em trânsito)

(O projectado Guggenheim, imagem obtida em pesquisa Google )


No Manarat Al Saadiyat pude desfrutar de três exposições, uma de fotografia, excelente, uma de comics, interessante e divertida, e uma outra de pintura, ilustrativa de alguns aspectos da cultura local (com laivos de culto da personalidade, maxime no tocante ao fundador, Sheikh Zayed).

(Sheikh Zayed, num dos múltiplos cartazes espalhados por lá)


O edifício, caracterizado pela modernidade das linhas despojadas e sóbrias, transmite uma ideia de elegância e harmonia. As árvores e a esplanada (prolongamento do restaurante LARTE) que nos acolhem à entrada, evocando uma hipotética calidez mediterrânea, constituem o convite perfeito para a exploração do espaço. A competência e profissionalismo do funcionário que nos guia pelas exposições completam a qualidade anunciada. 

Exterior:




Interior:






A abrir:
(a presença do artista francês Richard Orlinski, através do Red Kong e de outros bonecos)








De passagem:


A graça dum comic:


Tradição:
(pinturas e fotografia)





A poucos metros:

(UAE Pavilion)
Inspirado nas dunas do deserto, este Pavilhão representou os UAE na Exposição de Xangai 2010 - subordinada ao tema Better Cities, Beter Lives -, sendo da autoria do Gabinete de Arquitectura Foster+Partners. Posteriormente foi desmontado e remontado, peça a peça, a curta distância do Manarat al Saadiyat (funcionando, actualmente, como centro cultural e artístico e sede de variados eventos).

Curiosamente, o guia local informou tratar-se do novo Guggenheim, em vias de conclusão... Enfim, como é sabido, não se pode acreditar em tudo o que nos dizem! 

Outra interessante obra de arquitectura inspirada no movimento das dunas do deserto é a ponte Sheikh Zayed (o sempre presente!), conhecida por ponte das ondas, que foi projectada pela arquitecta iraquiana-britânica (vencedora do prémio Pritzker) Zaha Hadid.




Novo local de passagem foi a ilha de Yas (artificial), onde se situam o Circuito de Fórmula 1 e o Parque Ferrari World

Integrado no complexo do circuito, o hotel Yas Viceroy Abu Dhabi garante vista directa para o mesmo. A sua cúpula inspira-se no desenho dos cestos dos apanhadores de pérolas (uma das principais actividades económicas e fonte de receitas dos UAE até aos anos 30 do século passado, altura em que claudicou face à concorrência do mercado das pérolas de cultura, introduzidas pelos japoneses). 



(Telhado do Yas hotel)


(três aspectos do complexo, com destaque para a marina)

Ao que consta, o Ferrari World - parque de diversões inspiradas na marca - constitui uma das maiores atracções dos UAE. 



(Alegadamente, a montanha-russa mais rápida do mundo-mais um record...)

O percurso pela cidade permitiu constatar que, também aqui, a construção em altura ocupa um lugar especial, pese embora, segundo me pareceu, não ostentar a ousadia da do Dubai e oferecer um aspecto mais convencional. 








O regresso ao porto, ia a tarde a meio, permitiu captar mais umas imagens, imersas numa luminosidade cálida.









Caída a noite, as luzes brilhavam do outro lado do porto, a lua exibia-se, plena, o navio borbulhava na ebulição própria de qualquer 31 de Dezembro que se preze - entre o tilintar dos copos, a mexida dos corpos abanando-se ao som da música e tudo o mais que esse folclore implica. No segundo em que deixou de ser 2017 e passou a ser 2018, explodiu o fogo de artifício, o outro fogo de artifício.








O navio prosseguiu o seu curso. No dia seguinte iria deter-se ao largo da ilha de Sir Bani Yas, onde regressarei - com quem me quiser acompanhar - no próximo post.











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