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sábado, 4 de julho de 2015

À GRÉCIA, AOS GREGOS!


Quem frequenta este blog, sabe que a minha posição só podia ser esta: SIM (NAI) à Grécia, NÃO (OXI) à Alemanha! A UE vem por acréscimo, reduzida a uma enorme interrogação, mais de espanto que doutra coisa...







(As imagens de base - desenho das bandeiras - foram obtidas em pesquisa Google; a concepção e execução dos elementos gráficos acrescentados são de minha autoria)




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

2015: PREVISÕES


Apesar do título, aliás, por causa do título, devo avisar que não sou astróloga, pelo que, caso as previsões venham a revelar-se erradas, declino, desde já, qualquer tipo de responsabilidade. 
 
Então, em 2015, Portugal será assim: 
  • O presidente da República irá ser um senhor dado a estados vagais e a comer bolo rei de boca aberta, chamado Cavaco Silva, que, segundo consta, entrou para a política, por assim dizer, activa, devido à rodagem duma viatura, vai para cento e cinquenta anos;
 
  • O destaque da sua actuação irá para a não dissolução da Assembleia da Republica, a não objecção a qualquer diploma emanado do governo, e um mutismo quase absoluto, ao menos até que estoire a 3ª guerra mundial (e só se fizer muito barulho);
  • A responsabilidade do Governo recairá sobre os ombros dum senhor de nome Passos Coelho, coadjuvado por um vice, chamado Paulo Portas (outrora conhecido por Paulinho das feiras), embora, na prática, o seu comportamento venha a suscitar sérias dúvidas sobre se, afinal, fará ou não parte do Governo, sendo, todavia, certo que sim, que fará, como, curiosamente, (também) o seu comportamento se encarregará de demonstrar;
 
  • Tais responsáveis governamentais, face à inexistência de mais empresas públicas rentáveis - todas privatizadas ou tornadas empresas públicas doutros Estados, v.g., a China -, irão promover a privatização da Plataforma Continental/Zona Económica Exclusiva e da Barragem do Alqueva; 
  • Lá para Outubro - que isto não é a Grécia! -, haverá eleições legislativas, das quais sairá um novo governo (não confundir com governo novo!), devendo a pertinente responsabilidade mudar de ombros, com a consequente rodagem de boys/girls e afins;
  • Esse evento será precedido duma longa fase de agitação e desnorteamento político-partidário, em que os vários partidos em jogo apostarão nas mais alucinantes promessas, perante a indiferença (e impotência) de meia dúzia de portugueses(as), eu incluída, a crença e o entusiasmo duns tantos milhares (bem-aventurados), e o embrutecimento dos restantes.
  • Das miríades dessas promessas, salientam-se, a descida do IRS e do IVA para níveis nunca antes vistos, tipo, 2% neste último, a criação de reservas para velhos  e distribuição dos respectivos bens, pensões à cabeça, pelos jovens, mediante rateio, com base em parâmetros a definir, o pleno emprego, com possibilidade de escolha do posto de trabalho e respectivo salário, etc., etc., etc.;
  • Novidade será, pela negativa, o facto de os concorrentes não poderem contar com as contribuições do Dr. Ricardo Salgado (com outras contarão) e, pela positiva, o facto de passarem a presentear os pretensos apoiantes ou meros paspalhos que vão a todas, incluídos os emplastros, com telemóveis de última geração, em vez dos tradicionais (e rascas) esferográficas de plástico e calendários;
  • Esgrimir-se-ão muitos e variados argumentos entre os vários partidos e facções, tudo moldado em hábeis, mas batidas, coreografias de seriedade e sentido de Estado ou de exaltação e agressividade, mas nada passará de mais do mesmo, aquilo a que qualquer campanha já nos habituou; 
  • A tónica será a da promentira, novo vocábulo resultante da contracção de promessa e mentira, que tanto pode significar uma promessa falsa, como uma mentira proactiva, como quando se acusam os adversários de fazer o que nós fazemos, para induzir o esquecimento de que fomos nós que fizemos o que dizemos que os outros fizeram, sendo certo que nós fizemos, eles fizeram, nós faremos, eles farão, portanto, apesar da novidade do vocábulo, o resultado será idêntico ao verificado em anteriores eleições legislativas, a saber, um governo do arco da velha, perdão, do arco governativo, aliás, vai dar ao mesmo;
  • Não haverá uma maioria absoluta, porque o povo é parvo mas não tanto, ou melhor, uma grande parte do povo é parva, mas a outra, embora mais pequena, não tanto;
 
  • O partido de esquerda beneficiará duma expressiva subida, ficando, todavia, aquém do açambarcamento do poder, até porque rejeitará qualquer coligação (necessariamente) à (sua) direita, que isto de governar tem os seus custos ou então não;
 
  • O partido do Dr. Marinho Pinto ou Marinho e Pinto - esta dúvida atormenta-me, nunca sei se tem o e de permeio ou não, e entendo que isso deve ser esclarecido na campanha, sendo, mesmo, a única coisa que pretendo ver esclarecida - vai fazer muito basqueiro, para usar a expressão do outro, mas duvido que repita a proeza dos votos que o conduziram à indesejada Bruxelas, esse antro de boa vida e dinheiro fácil, como ele, in loco, constatou, e que pouco aguentou, apesar de ser pobre e ter uma filha a estudar no estrangeiro, coitado;
  • Um ex-dirigente do partido socialista e ex futuro primeiro ministro assistirá, mudo e quedo, ao desenrolar dos acontecimentos, enquanto aguarda que o seu lugar ao sol, como comentador político televisivo ou como qualquer outra coisa, talvez no estrangeiro ou num banco - recepcionista ou ex-futuro administrador? - finalmente brilhe;
  • Nuvens negras, desaparecidas este Natal, planarão sobre a cabeça dos vencidos até que decorra novo ciclo eleitoral, mas isso já será conversa para anos futuros;
  • Lá para o final do ano, o tal Sr. Cavaco Silva preparará a sua retirada, a fim de ir gozar a pobre reforma e os lucros da venda das acções do BPN para a quinta da coelha ou, então, figurando, como sapateiro, no Presépio vivo da D. Maria, sua senhora;
  • O engenheiro José Sócrates irá passar o Natal a casa, após ter deixado de receber visitas e encomendas, e de ver devolvidas 500 das 400 cartas que dirigiu a órgãos de comunicação social;
  • O seu antigo motorista será condecorado por relevantes serviços prestados à Justiça ou talvez já não ou ainda não;
  • O Juiz Carlos Alexandre terá um esgotamento nervoso;
  • O ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas emigrará para sítio incerto, pois não acredita na irrevogabilidade dos arquivamentos processuais;
  • As gorduras do Estado continuarão por descobrir e eliminar, a Justiça, ressalvada alguma aceleração à (contra a) esquerda, continuará a ser lenta e manhosa, o Serviço Nacional de Saúde continuará a desagregar-se, os professores continuarão a ser colocados seis a oito meses depois do início das aulas, o número  de boys e girls continuará a aumentar, a sustentabilidade da Segurança Social continuará a ... 
Bom, eu até previa mais umas coisas, mas isto já está muito longo, ninguém me paga e, para além do mais, Vocês estão fartos de saber como vai ser!

 

Nota: As imagens, à excepção da última, de minha autoria - foto dum cartaz, feita numa Manifestação, em Lisboa, em 02 de Março de 2013 -, foram obtidas em pesquisa Google. 





quarta-feira, 21 de maio de 2014

PARA ACABAR DE VEZ COM A ABSTENÇÃO!

 
Faz-me imensa impressão que as pessoas se abstenham de exercer os seus direitos cívicos - para não falar nos deveres, que isso ainda me impressiona mais - e, depois, tenham a distinta lata de se queixar dos políticos, disto e daquilo, das sogras, por exemplo, e mesmo do tempo, ou porque faz sol ou porque faz frio ou porque oscila.
 
O que me parece mais irritante é o facto da abstenção ser acompanhada das mais variadas e esfarrapadas desculpas, como, quando está em causa o exercício do direito de voto, a alegação de que não vale a pena ir votar, pois não há como acreditar nos políticos, são todos iguais, etc., etc.
 
Eu também não acredito, aliás, a avaliar pelos últimos - em particular, os dois últimos desgovernos, o socialista, de Sócrates, e o social-democrata/popular (ou assim uma coisa) do Passos Coelho e do Portas, em que a mentira foi, com o maior descaro, elevada a regra n.º 1 (e 2 e 3 e n) da desgovernação -, se, por acaso, acreditasse, seria, com toda a certeza, ou  parva ou atrasada mental (e acredito que o meu caso não é assim tão grave).
 
Apesar dessa descrença e da correspondente frustração, nunca deixei de votar, tendo por hábito aproveitar o momento para, duma forma ou doutra, dar utilidade ao voto, inclusivamente, inventando e preenchendo quadradinhos extra, se for o caso.
 
Por outro lado, certa de que a abstenção - ao menos enquanto dela não forem retiradas ilações políticas sérias, tipo, fica tudo em autogestão ou assim qualquer coisa, a ver o que é que dá - não interessa a ninguém - que eles, os políticos, uma vez chegados ao poder, com ou sem maiorias significativas, agarram-se a ele como unha a dedo e já não arredam pé, tal é o seu espírito de sacrifício, em prol do povo ingrato -, resolvi apresentar uma proposta a quem de direito, que não sei quem é, mas alguém mais culto saberá, no sentido de motivar para o voto. Sim, esta é a visão que ilumina a proposta: vem, o voto chama por ti, qual roda da sorte
 
Como? Assim - e já para próximas eleições, as europeias:
 
1- Realização dum sorteio, ao qual ficariam habilitados todos os votantes, cujo 1º prémio seria a atribuição dum dos lugares em disputa, de deputado ao Parlamento Europeu, a descontar no candidato menos votado, sendo o 2º prémio um lote de esferográficas sobrantes da campanha eleitoral, e o 3º prémio, um bolo-rei (fora de época ainda sabe melhor) ou umas peúgas brancas;
 
2- Variar a oferta do boletim de voto, de maneira a que as pessoas que não queiram votar em nenhum dos candidatos, ainda assim não tenham desculpa para não ir votar.
 
Por exemplo e sem prejuízo do que possa ser aditado por mentes mais criativas, proponho a adição das seguintes hipóteses, com as correspondentes quadrículas, destinadas a por  o x, no boletim de voto: 
 
O GALO DE BARCELOS 
 
 
O CONDE DRÁCULA 
 
 
D. URRACA 
 
 
A MINNIE 
 
 
A PADEIRA DE ALJUBARROTA 
 
 
 
O PIU PIU 
 
 
O ROBIN DOS BOSQUES 
 
 
Nota: Diferentemente da regra deste blog, as imagens não são de minha autoria, mas copiadas, com base em pesquisa Google (a partir do nome dos "personagens"). Não que eu não conseguisse desenhar os bonecos, fotografar é que seria mais didícil... Dada a vertiginosa aproximação das eleições europeias não tive tempo para tais desenhos, não fosse este post cair em cima das ditas - como aquela cimeira do BCE, em Sintra - e a Comissão Nacional de Eleições mandar apreender o blog ou até prender-me.