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quarta-feira, 29 de junho de 2011

AMORES DE VERÃO

Aproximei-me devagar, cautelosamente
Lambeste-me os pés, a medo
A medo, eu, entenda-se
Não fosses estar frio ou, mesmo, muito frio
Mas não, continuaste a lamber-me os pés, as pernas, por aí acima
Até nos confundirmos num delicioso mergulho
Que estavas tudo menos frio
E eu já ia quente
Quando ao teu encontro
Desceste por mim até aos pés
Novamente os pés
Afastei-me
Satisfeita, disposta a repousar
Vieste tú, o outro
Acariciaste-me as pernas, os braços, até a barriga,
Pela primeira vez em muitos anos, esta, a barriga
Depois, as pernas, os braços, as costas,
Estas, pela primeira vez em muitos anos
Senti-te com prazer
Olhei-Vos, a ambos, deleitada
Passei a tarde nisto
Entre um e o outro
Olhando-Vos, desfrutando-Vos
Contente e agradecida
Não sei como conseguiria viver sem Vocês,
Não sei, mesmo, se conseguiria viver sem Vocês
Meus desejados
Mar, Sol!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

SENTIDO DE HUMOR

Tenho-me apercebido de que, as mais das vezes, o meu sentido de humor não chega a atingir os meus  interlocutores, o que é grave, qualquer coisa como uma faca que não corta ou uma bicicleta que não sai do sítio. 
Dou comigo a interrogar-me se será demasiado hermético, cáustico ou se, pura e simplesmente, dele sou destituída. Afinal - racionalizo - não pode existir um Ricardo Araújo Pereira em cada um de nós!
Também admito tratar-se de mero problema de comunicação, o que também é grave, pois o humor é, naturalmente, uma forma de comunicar.
Apesar da tortura destas dúvidas - ou, talvez, por causa dela - tomei uma decisão: de cada vez que usar o meu (hipotético) sentido de humor, vou acompanhar com legendas, afixadas na testa. Se resultar, já só preciso de melhorar o código comunicacional.
Isto era a brincar, ok?