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sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 DE ABRIL DE 2014: É SÓ ISTO!


Aos Capitães de Abril


Este é um extracto do livro A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza, que acabo de ler.
 
Tendo sido escrito entre as décadas de 60 e 70 do século XX, não deixa de causar espanto o acerto na antecipação duma realidade, a que, infelizmente, hoje se assiste: ... mas o seu sonho (de Hitler) vai-se realizar: uma Europa unida chefiada pelo génio germânico... (pelas palavras de Timur, o personagem nazi). 
 
Pois não é isso o que se verifica hoje, não é isso o que nós, Portugueses, sentimos na pele, especialmente quando, em vésperas de saída da maldita troika, somos ameaçados pela permanência duma qualquer outra forma de permanência troikista? Sobretudo quando, para nós, a união da Europa não passa de unificação pelo domínio, de facto - nunca, de direito, aliás, contra todo o Direito - do mais forte, o carrasco alemão?



Por isso, para mim, dizer 25 de Abril, sempre, não é, apenas, questão de prestar tributo ao passado, mas, sobretudo, de augurar o futuro.
 
O tributo é-o para aqueles Homens que, com determinação e coragem, notável empreendedorismo político, arriscaram até às suas vidas, para retirar Portugal de quase meio século de ditadura, aqueles que ousaram agir, ousaram vencer, e venceram!
 
O augúrio não se concretizará sem idêntica atitude, por parte de todos nós, os que, partilhando os valores ínsitos na Soberania Nacional e no Respeito pelos Direitos Humanos, se dispuserem a agir, a dizer NÃO, sempre que tais valores estejam em perigo, como, aliás, é o caso.  

 
 
Por isso, esta não é uma frase vã, gasta de sentido pela repetição, é um alerta e um desafio, para todos nós, aqueles que, acreditando nos Valores da Democracia, estão empenhados na sua defesa e afirmação.
 
Para além de ser um tributo aos que tornaram possível, por exemplo, coisa tão pouca como a existência deste post, os Capitães da Abril 
 
 
 


segunda-feira, 31 de março de 2014

COISAS ASSIM TIPO...


Por vezes, dou comigo a ouvir cada coisa, que nem me atrevo a garantir ter ouvido bem!
Uma das últimas foi que, no âmbito das parcerias público-privadas e, quem diz estas, acrescenta quaisquer outras negociatas do género, o governo terá decidido passar a  honrar, apenas, os compromissos legais e contratuais do Estado, entidade sua representada, na medida em que o crescimento da economia e o incremento demográfico, eventualmente, o permitam. Para se perceber bem, é assim uma coisa do tipo, um cidadão assalariado tem uma dívida fiscal, mas anuncia ao governo que, futuramente, só pagará, caso a sua situação económica, calculada, v.g., em função de aumentos salariais superiores a 15%, da identificação definitiva do sexo dos anjos ou do acasalamento das cagarras, devidamente testemunhado pelo presidente da República, o permita.
 
- Não?
 
Olha! acabam de me informar que, afinal, o novo paradigma não se aplica ao caso das parcerias público-privadas e outras negociatas do género, mas aos reformados, o que, bem vistas as coisas, já não causa tanta estranheza, quer dizer, talvez não, a ter em devida conta o paradigma corrente.
Também, a culpa é deles, ninguém os mandou andar a descontar, no duro, uma vida inteira de trabalho, aí uns 40 anos - sim, a esses me refiro -, em vez de terem anunciado, unilateralmente, não estarem para aí virados, estarem-se absolutamente nas tintas para a Constituição e demais leis da República ou contratos celebrados ao seu abrigo, e o Governo que de desenvencilhasse como muito bem entendesse, na hora do pagamento das reformas!
Ora, às tantas, também não é bem isto.
Afinal, pareceu-me ouvir que os reformados, quer dizer, os sobreviventes dessa espécie, fartos do bullying terrorista do governo, decidiram, em bloco:
  • Processar, financeira, civil e criminalmente, o Estado, pelas sucessivas e descaradamente ilegais subtracções dos seus rendimentos;
  • Deixar de pagar impostos, na pendência dos processos, e até completa e retroactiva reposição dos seus direitos, acompanhada de exemplar punição dos membros do governo e demais farsolas responsáveis pela situação, incluídos os, entretanto, emigrados para o FMI e instituições congéneres;
  • Em demonstração do facto de não serem movidos por maus sentimentos, mas apenas pelo mais elementar sentido de justiça, convidar esses membros do governo e demais farsolas, para um piquenicão, a efectuar numa das magníficas pontes que sobrevoam o Tejo, de Lisboa à Margem-Sul; como reconhecimento especial pela virilidade irrevogavelmente assumida na defesa do cisma grisalho, levar o vice-primeiro ministro a passear numa qualquer feira ou mercado, podendo, até, ser o de Campo de Ourique, visto estar na moda e o efeito previsível ser idêntico;
  • Embora com muito desgosto, deixar de ajudar os familiares desempregados ou mal pagos, como medida incentivadora a que façam qualquer coisa pela vida, por exemplo, a tomada de atitudes cívicas destinadas a mudar situações indesejadas ou, então, que parem de fazer queixinhas e de exigir sustento aos velhos e, calhando, lhes darem porrada, como, por vezes se ouve nas notícias; querem pedir dinheiro, querem descarregar a raiva, vão para os lados de Belém e S. Bento e deixem os velhos em paz;
  • Fazer uma lista exaustiva de todos os boys e girls que pululam pelos milhentos gabinetes e outros sítios do Estado, e reconduzi-los ao mercado de trabalho normal ou, em alternativa, passar-lhes um visto gold de emigração;
  • Infernizar a vida de tudo quanto é órgão de poder, até obterem a aprovação duma lei que determine a redução do número de deputados e demais titulares de cargos políticos e públicos, em função do estado da economia e da demografia nacionais, bem como a adaptação dos respectivos salários, frotas automóveis e outras (cartões de crédito, telemóveis, Ipads, PCs, etc.), por referência aos mesmos critérios;
  • Idem, no tocante à concretização da reforma do Estado, em geral, e da Justiça, em particular;
  • Formar um Banco -talvez, BCG, Banco do Cisma Grisalho -, não se vá dar o caso, improvável, das restantes iniciativas fracassarem. 


 
   






domingo, 22 de dezembro de 2013

TC (TRIBUNAL CARPINTEIRO)


De há uns tempos a esta parte, o Tribunal Constitucional deixou de produzir acórdãos para passar a produzir portas, portas abertas para a criatividade do governo, que, cansado de ter ideias, provoca descaradamente a intervenção daquele, com o mero objectivo de obter ideias novas.
Então, onde o TC fecha uma porta ao governo, logo lhe abre, não uma janela, mas, espanto, uma nova porta, aliás, mais larga.
Com esta harmoniosa carpintaria, sobra, obviamente, uma janela, não para o governo, mas para os reformados. Chama-se janela de ansiedade e consta que dela já se atiraram uns quantos e irão atirar-se muitos mais, em obediência aos desígnios de limpeza da Segurança Social.
 
Em nome da verdade, devo dizer que não li o acórdão, nem, aliás, tenciono ler, pelo que me limito a fazer eco do anúncio público da existência da porta, da autoria do 1º ministro nacional.
 
Já a referência à serventia da janela, trata-se de mero recurso estilístico, talvez dotado dum qualquer poder parabólico ou metafórico, não sei.
 
A ver vamos!
 
 
 
 

domingo, 24 de novembro de 2013

PLANO QUÊ?


Se é verdade que o governo não tem plano B face à eventual declaração de inconstitucionalidade da lei que impõe a redução das pensões, com efeitos retroactivos, isso significa o quê?
 
a) Que só sabe governar à revelia da Constituição?
 
b) Que vai demitir-se, caso o TC declare tal inconstitucionalidade?
 
c) Hipóteses a) + b)?  
 
A menos que:
 
d) Acalente a secreta esperança de que uma razoável percentagem de reformados (como dizia o outro, é só fazer as contas) seja fulminada com a síndrome de morte súbita (podendo os rigores do frio invernal constituir uma preciosa ajuda para a alavancagem desta hipótese).
 
Por outro lado, se é verdade que o governo, face ao mesmo cenário, tem já na manga uma nova subida de impostos, pergunto-me:
 
e) O IRS, maxime o incidente sobre os rendimentos do trabalho, vai voltar a subir (tipo, agravamento da situação actual, em que as pessoas, em vez de descontarem sobre o que ganham, passam a ganhar as sobras daquilo que descontam para impostos)?
 
f) E o IRC sempre vai baixar (em benefício das grandes empresas)?
 
Claro que isto são meras especulações e, como tal, fico-me por aqui, pois, por agora, não me apetece esgotar o alfabeto de hipóteses disponíveis. Cada uma melhor do que a anterior, aliás.  
 
Só mais uma coisa, em jeito de interrogação:
 
g) Irá o governo criar um velhão, eu explico, uma espécie de vidrão, destinado à recolha mas sem lugar a reciclagem (já há novos que cheguem, em situação ou em vias de desemprego ou exportação), de reformados (velhos), de preferência antes do estouro definitivo dos dinheiritos da Segurança Social, provenientes dos descontos dos ditos ex-cidadãos (quer dizer, reformados/velhos)?
 
Hum! Não sei não!
 
 
 
 
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

DICIONÁRIO PARA LORPAS (2)

Há uns posts atrás - passado dia 8 deste mês - iniciei, nesta sede, o Dicionário em título, sem a promessa de lhe dar continuidade, pois isto de prestar serviço cívico à borla é causa a que não estou vinculada e podia não me apetecer retomar o assunto. Todavia, à semelhança doutros factos da vida, há atracções irresistíveis, que, volta e meia, dançam à volta dos meus neurónios, convocando-os a agir. Junto, pois, mais uns vocábulos ou expressões, com o intuito anunciado no precedente post, cuja espécie de introdução aqui dou por reproduzida.
 
Assim, de LORPA para LORPA - leitura desaconselhada a quem não for ou não se sentir lorpa - aqui vai:
 
  • PROCESSO FREEPORT:  EXPOENTE MÁXIMO DA CELERIDADE PROCESSUAL, visto se tratar duma investigação que foi tão rápida, tão rápida, que, apesar de ter estado pendente vários anos (4, 5?), não deu sequer tempo à audição do alegadamente eventual, possível e hipotético suspeito - desculpem a confusão, mas há coisas difíceis de explicar, porque não dão para perceber -, motivo que, também alegadamente, terá determinado o respectivo arquivamento (do processo, entenda-se).
  • PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES (no contexto que, para qualquer LORPA que se preze, dispensa explicações): ESPÉCIE DE PEDITÓRIO COERCIVO - passe a contradição nos termos - A QUE OS LORPAS NÃO TÊM MANEIRA DE SE ESCAPULIR, contrariamente aos NÃO-LORPAS, visto, v.g., não poderem sediar os seus rendimentos em offshores ou, por exemplo, na Holanda. Portanto, nada a ver com outros peditórios, como os da AMI, da Cruz Vermelha ou dos Escoteiros (eu sei, também se pode escrever com u), aos quais sempre é possível responder, sem risco de penhora de bens, qualquer coisa do tipo - agora não pode ser; de momento não tenho dinheiro comigoestou com imensa pressa, etc., sobretudo quando se desconhece onde os donativos vão parar, como é o caso dos inicialmente referidos. 
  •  GORDURAS DO ESTADOESPÉCIE DE GENTINHA QUE NÃO TRABALHA NEM NUNCA TRABALHOU NA VIDA OU, ENTÃO, TRABALHA OU TRABALHOU MAL E PORCAMENTE, ABREVIADAMENTE DESIGNADA POR  FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E PENSIONISTAS. Diga-se, em abono da verdade, ter havido uns LORPAS que ainda admitiram tratar-se dum eufemismo para gastos supérfluos e abusivos, atribuídos, por exemplo, a vícios da gestão pública e, sobretudo, política, nomeadamente, com o sustento de várias frotas indesejáveis, seja de carros, seja de Boys, seja de etc. e tal. Mas não, essa espécie de celulite ou, mesmo, banha, crónica, não integra o conceito em análise. Definitivamente! Como o demonstra uma análise lúcida da realidade, em geral, e dos sucessivos Orçamentos do Estado, em particular.
  • CORTES PROVISÓRIOS (aplicados aos salários e pensões das categorias de gentinha identificadas no item precedente): REDUÇÕES SISTEMÁTICAS E DEFINITIVAS (dos salários e pensões dos mesmos). Cumulativamente, pode ser entendido como MANEIRA DE DAR MÚSICA AO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ou, ainda e cumulativamente, MANEIRA DESTE TRIBUNAL DIZER, ENGANEM-ME QUE EU GOSTO.  
  • CORTES DEFINITIVOS: REALIDADE. Também: CUSTE O QUE CUSTAR; AI AGUENTA, AGUENTA; TOMA LÁ QUE JÁ ALMOÇASTE E ESPERA PELO PRÓXIMO OE (em linguagem coloquial, respectivamente, política, banqueira e lorpa).
  • CONDIÇÃO DE RECURSOSFUNDAMENTO  DUMA DAS MAIS RECENTES MODALIDADES DE PEDIDO DE SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES (v. supra). Tem a particularidade de se destinar a VIÚVAS E VIÚVOS LORPAS, CUJOS FALECIDOS CÔNJUGES DESCONTARAM, EM VÃO, PARA LHES ASSEGURAR UMA SOBREVIVÊNCIA MAIS OU MENOS DIGNA. Sinónimo da expressão, muito menos criativa, DOS MORTOS NÃO REZA A HISTÓRIA E DOS SOBREVIVOS TAMBÉM NÃO
  • CONDIÇÃO SEM RECURSOSCONDIÇÃO DOS LORPAS QUE NÃO HÁ MANEIRA DE ENTENDEREM QUE A RECUPERAÇÃO ECONÓMICA ESTÁ AÍ, EM GRANDE ESTILO.  
  • REFORMA DO ESTADO: O MESMO QUE QUAL OU O QUÊ E QUANDO, SEGUIDO DE TRIPLO PONTO DE INTERROGAÇÃO. Sinónimo de ESTOU A VER QUE JÁ ERA (expressão coloquial lorpa).  
  • PORTUGAL: JÁ FOI; ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS (NEM PARA NOVOS).  
  • PPP: POUPEM-ME POR PIEDADE!
 
 
 
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

DICIONÁRIO PARA LORPAS (1)


ESPÉCIE DE INTRODUÇÃO
 
Quando penso que a minha capacidade de espanto já atingiu o limiar absoluto, volto a espantar-me! E é sempre difícil aceitar o fracasso dum novo limiar despedaçado.
 
Outro fenómeno que me atinge frequentemente é a consciência da minha crescente ignorância, como se quanto mais devesse saber, menos soubesse! Obviamente, também não é fácil de aceitar, ao menos para alguém como eu, para quem atingir a compreensão/conhecimento da realidade envolvente (humana ou não) constitui um anseio, vindo sabe-se lá donde e conduzindo sabe-se lá a quê, porventura a nada de importante, mas isso não é para aqui chamado.
 
E o que tem isto a ver com um DICIONÁRIO PARA LORPAS ? Tudo a ver!
 
Passo a explicar: de há uns tempos a esta parte, várias pessoas, eu incluída, temos vindo, se não a considerar-nos lorpas - por vezes, também - a admitirmos, como hipótese segura, que certas outras pessoas nos tratam como se o fossemos, aliás, em elevado grau, perdidamente lorpas. Estas outras pessoas, talvez melhor dito, personagens ou mesmo personalidades, reconduzem-se, sobretudo, à categoria dos chamados políticos, vocábulo que, embora indevidamente, se deu em aplicar aos governantes - indevidamente, porque, por regra, o conceito de política assume um significado demasiado elevado para designar as práticas a que esses senhores ou senhoras se dedicam -, mas também a outras categorias, como é o caso dos comentadores e dos banqueiros. Há mais, mas refiro-me, apenas, às óbvias.  
 
O citado tratamento por lorpas consiste na utilização intencional de certos vocábulos ou fraseados destinados a camuflar realidades desagradáveis - para não dizer dramáticas - que nos impõem, mas não estão interessados em assumir.
 
Também pode ser visto como um jogo parvo de enganar criancinhas, como quando se diz pica em vez de injecção ou coisas do género.
 
Então, como ninguém gosta - parece-me, mas posso estar enganada - de se ver tratado como lorpa - ou porque não o é ou porque, sendo-o, devia estar ao abrigo duma qualquer benemérita ONG, v.g., APPL, Associação para a Protecção de Lorpas - decidi dar-me ao trabalho de identificar os vocábulos ou fraseados de que falo acima e a estabelecer o seu real significado.
 
Faço-o com o intuito duma modesta contribuição para a erradicação do fenómeno de lorpização nacional, sem quaisquer fins lucrativos.
 
Tratando-se de matéria muito vasta, talvez haja continuação do trabalho agora iniciado, mas nada garante que assim seja, visto ter outras aplicações, bem mais interessantes, para o pouco tempo de que disponho. A ver vamos, pois, se ao 1 se seguirá um 2 e por aí adiante. 
 
Só mais uma coisinha: sob o ponto de vista alfabético, a ordem é puramente arbitrária, pois, como se compreende, estou condicionada pelo que vou ouvindo.
 
DICIONÁRIO PROPRIAMENTE DITO
 
  • CHOQUE DE EXPECTATIVAS (no contexto do próximo Orçamento de Estado, conforme utilização por sua exc.ª o senhor 1º ministro): REALIDADE DE CONFRONTO, geradora dum CHOQUE DO CARAÇAS (em linguagem coloquial lorpa) NOS DESTINATÁRIOS DAS MEDIDAS alegadamente destinadas à redução do défice, imposta pela corja de credores e pelo voluntarismo do governo, traduzidas, nomeadamente, em MAIS UM ASSALTO AOS TRABALHADORES E AOS REFORMADOS E EM MAIS UMA FORTE MACHADADA NA CLASSE MÉDIA EM VIAS DE EXTINÇÃO (ou já extinta, de todo, admito não estar 100% actualizada). Mas também susceptível de gerar esfregadelas de mãos e sorrisos marotos a suas excs.ª os senhores banqueiros nacionais, cujo financiamento, via grande parte do célebre (1º) resgate, está a ser pago pelos acima citados, lorpas. 
  • INCORRECÇÃO FACTUAL (no contexto das explicações dadas por sua exc.ª o senhor ministro dos negócios ... está bem, estrangeiros, a propósito da magna questão de ser - como, pelos vistos, era - ou não ser - como, pelos vistos, disse - sócio da fantasmagórica SLN): MENTIRA DESCARADA OU DO CARAÇAS (em linguagem coloquial lorpa), susceptível de fazer o nariz de qualquer Pinóquio ultrapassar as fronteiras da pátria Itália e chegar sabe-se lá onde ou de deixar desdentada a mais bem artilhada das bocas. Mas também e por isso, CAUSA DE DEMISSÃO IMEDIATA NUM PAÍS QUE NÃO FOSSE DE LORPAS.
  • FORMA MENOS FELIZ (referida ao pedido de desculpas apresentado pela mesma excelência ao Governo de Angola, pelo facto de, ao que parece, a justiça portuguesa ter uma investigação em curso sobre um ou mais angolanos, não sei bem): SUBSERVIÊNCIA DO ESTADO PORTUGUÊS, teoricamente democrático, FACE AO ESTADO ANGOLANO, também teoricamente democrático, em nome de desprezíveis interesses da alta finança luso-angolana, À REVELIA DOS LORPAS
  • VÍTIMA DUMA CAMPANHA (segundo alegação da mesma excelência, no contexto das críticas das oposições aos seus referidos comportamentos, pelo menos): CHAMADO A RESPONDER, CÍVICA, POLÍTICA E JUDICIALMENTE, SENDO O CASO, EM VIRTUDE DE ACTOS PRATICADOS NA QUALIDADE DE GOVERNANTE
 
 
 
 


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

NOVOS JUDEUS? NOVOS NEGROS?

 
E se, de repente, um ser humano desatasse a varrer para o lixo as emoções que produz e com as quais não quer, não sabe ou não consegue enfrentar-se? E se, não satisfeito com tal acto de pura e dura rejeição, determinasse arbitrariamente, convicto dum qualquer insondável poder e artilhado com a ignorância das ignorâncias, a insensibilidade das insensibilidades e a brutalidade das brutalidades, que essas emoções deveriam ficar eternamente confinadas ao abandono do lixo para onde as varreu? E se, para cúmulo, se vangloriasse do seu acto, atribuindo-lhe como justificação, não querer ser contaminado pelas ditas e pretender  defendê-las sabe-se lá de que ameaças, coitadas, grande consideração?

Entendo que, se tal sucedesse, esse ser humano (?) só podia estar doido, completamente desfasado da sua própria realidade, parte da sua essência, pela qual é responsável e que necessita compreender para se compreender e poder interagir com os seus semelhantes. Tal comportamento estaria, em minha modesta opinião, muito para além da mais aterradora ignorância, insensibilidade, estupidez, arbitrariedade, maldade, como  se lhe queira chamar. Tratar-se-ia de loucura.

Então o que dizer duma sociedade que produz aqueles despojos humanos - todavia, não despojados de alma e humanidade - aos quais, mais ou menos clinicamente, convencionou designar de Sem-abrigo? Que se desresponsabiliza deles, ignorando-os, enxotando-os, varrendo-os para o pior dos lixos (para ser mais realista)? E que, para cúmulo, determina a sua criminalização e lhes estabelece zonas de interdição de acesso, como se fez, noutras alturas, não assim tão remotas,  por exemplo, aos Judeus e aos Negros? E que se fundamenta na protecção de valores sociais (?) e, cúmulo dos cúmulos, na própria protecção dos visados, que, com a aproximação do Inverno, podem morrer de frio?

Quem não saiba do que estou a falar, julgará que entrei em delírio. Pois não. No caso, infelizmente! As medidas acabadas de referir - criminalização e delimitação de zonas de interdição de acesso aos Sem-abrigo - acabam de ser decretadas pelo Parlamento Húngaro, logo, num País europeu, no seio da União Europeia, no seio dum mundo onde, quanto mais não fosse, eu julgava vigorar uma Declaração Universal dos Direitos do Homem e estar ultrapassada a fase da mais negra das barbáries.

Esqueci-me de responder à pergunta que eu própria formulei. Faço-o agora: uma tal sociedade só pode ter ultrapassado as barreiras da mais aterradora ignorância, insensibilidade, estupidez, arbitrariedade, maldade, como se lhe quiser chamar, à luz de qualquer critério racional e decente. Uma tal sociedade só pode estar louca, perigosamente louca.
 
Como o estará qualquer sociedade que não reaja adequadamente a uma tal provocação da loucura.

Calhou-me ouvir esta notícia, hoje, na TSF, em mais uma magnífica crónica (Sinais) de Fernando Alves.  Fiquei seriamente indignada e indisposta. E não podia deixar de me manifestar, ainda que só desta forma, visto não ter outra ao meu alcance.
 
Outros pensamentos me ocorrem.
 
Virá a lei a ser aperfeiçoada, mediante a criação de campos de concentração para os Sem-abrigo, onde os aguarda o destino que tocou aos Judeus, sob o alto patrocínio daquele louco e de todos os loucos que estiveram com ele e de todo um povo que se deixou ficar calado ou calar e de todos os outros povos que fingiram ignorar?
 
Quantos mais Martin Luther King(s), Nelson Mandela(s), Aristides de Sousa Mendes  serão ainda necessários para confrontar a loucura do mundo?
 
Também tenho uma resposta: a loucura do mundo só será erradicada quando todos e cada um de nós for MLK, NM, ASM ou alguns outros (não muitos) que, de tempos a tempos, conseguem marcar a diferença, quais desvios correctores no percurso evolutivo da espécie humana. Depende, pois, de cada um de nós!

Enquanto escrevo, estou sentada frente ao Tejo, escurece, quase 20H, as luzes já brilham na outra margem e dou comigo a pensar: a quantidade de água deste maravilhoso rio, mesmo junta à do oceano em que se funde e à de todos os oceanos da Terra, não representa mais do que a ínfima partícula duma lágrima, comparada com as lágrimas que já correram, correm e hão-de correr  neste mundo, ao menos enquanto se não erradicar esta forma de loucura, porventura a pior de todas.
 
 




 




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

SEXO NAS AUTÁRQUICAS

Agora que já passou o período de reflexão, já votei, já deixei passar a fase de todas as proclamações (de vitória, calculo!) vou resumir  a minha sensibilidade sobre os resultados das chamadas autárquicas.
 
Previamente, devo advertir que posso não ter um conhecimento muito rigoroso dos factos, pois não segui o acontecimento por esse grande meio de comunicação que é a TV, aliás, vi uns bocadinhos, na casa onde jantei, e, quando regressei à minha - já quase todos os dados jogados, ao menos os mais relevantes - quebrei um jejum de cerca de dois meses e premi o botão do comando. Mas aí deparei-me com um enorme alarido de aplausos a um tal Isaltino, às costas de quem parece que a Câmara de Oeiras foi parar às mãos dum tal Vistas, e, bem vistas as coisas, isso causou-me uma certa agonia, porque pensei logo naquela frase feita, o crime compensa, e eu fui educada a acreditar que o crime não compensa e, então, mudei imediatamente de canal. Apareceu-me, então, o irrevogável Dr. Portas, salvo erro a dizer que o partido dele tinha alcançado uma vitória  - e, assim sendo, já não havia necessidade de roubar mais os reformados, esta parte sou eu a inventar, claro! - e aí fiquei um bocadinho mais agoniada, para dizer a verdade, não liguei nenhuma, fiquei foi muito contente, pois reafirmei a minha convicção de que não perdia nada em não ver televisão e, aí, desliguei alegremente o LCD ou lá como se chama aquela coisa espalmada e fui escrever e outras coisas. Também pensei que, hoje de manhã, logo ouviria a TSF, ao acordar, e a Antena 1, ao tomar o pequeno almoço, e, depois, outra vez a TSF, enquanto o duche e enquanto a condução.
 
Portanto, repito, não estou muito bem informada, mas para isso temos os senhores comentadores, pessoas muito inteligentes e esclarecidas, para mais ex-políticos ou, simultaneamente, ex e futuros políticos, como me parece ser o caso daquele que andou (ou anda) a estudar em Paris, França, alegadamente com um empréstimo bancário, e que, também alegadamente, terá dito que a dívida existe para isso mesmo, para os países se endividarem até ao delírio final, no que se mostrou plenamente coerente com a sua prática dum dos mais não sei como dizer ex-primeiros-sinistros de Portugal, e que, ou me engano muito ou ainda virá a ser presidente da república, mas, retomo, a mim ninguém me paga para comentar, não sou comentadora - mas é uma pena - e, portanto, também não se deve esperar grande rigor nos factos apresentados ou nas suas interpretações. Nem, de resto, estou aqui para influenciar ninguém. 
 
Então, antes que se faça tarde, aí vai (a ordem é arbitrária):
 
Primeiros: Ouvi há pouco - na TSF - que a abstenção foi muito elevada, logo aduzindo um senhor (não me lembro o nome, nem sequer dei atenção) que isso resulta de os portugueses já não acreditarem nos políticos. Peço imensa desculpa ao senhor de que não sei o nome - e a todos os comentadores que exprimam a mesma opinião -, mas eu acho que os portugueses não vão votar pelo simples facto de que não acreditam neles próprios. Ou então são comodistas, ou estão doentes, emigrados ou mortos. Enfim, qualquer coisa do género.
 
Segundos: O medo do papão dá mostras consistentes de querer começar a desaparecer, assim indicam os resultados do PCP/CDU. Pelo menos uma parte dos portugueses anda muito valente e saída da casca. Ou então os candidatos foram todos escolhidos com elevado critério estético, talvez com recurso a algum catálogo de modelos, como o de Lisboa. Não sei. A ver vamos.
 
Terceiros: Em contrapartida, parece que o Bloco (de Esquerda) - o de Direita, a gente sabe... - se espalhou ao comprido, talvez, descuidadamente, tenham deixado cair um pouco de caviar. O Dr. Louçã deve sentir o ego reforçado, mas isto pode traduzir, apenas, maldade minha.
 
Quartos: O PSD não escorregou, mas parece que levou um grande tombo, empurrado da cadeira, sabe-se lá por que malvada e pouco reconhecida fatia da população, que isto da austeridade não é bem aceite por todos, sobretudo por aqueles a quem calha pagá-la. Digo eu.
 
Quintos: E daí talvez não, porque - e sou só eu a criar factos políticos -  talvez grande parte dos que empurraram o PSD foram desaguar ao PS, sabe-se lá com que absurda esperança de que, mudando as moscas, mudasse aquela coisa em que as moscas adoram pousar (e que me abstenho de nomear, não vá perder as minhas poucas hipóteses de vir a ser comentadora, à séria, bem paga, que estou a precisar). Agora imagine-se o que seria se o PS tivesse um líder seguro! não haveria costa que não conseguisse alcançar. Não que isso mudasse alguma coisa, quanto ao essencial. Mas isto também sou só eu com a minha estúpida mania de pensar.
 
E é tudo o que se me oferece dizer.
 
Peço imensa desculpa aos que, aqui chegados,  ainda não encontraram as notícias escaldantes sugeridas pelo título.
 
Nem vão encontrar! 
 
Eu até podia inventar qualquer coisa a esse propósito - não sendo, aliás, difícil, criar um trocadilho, dado o estado do País -, mas prefiro confessar que apenas pretendi forçar a leitura deste post.
 
E, desta vez - mas só desta! - nem sequer fui original, pois encontrei a ideia numa qualquer publicação no Facebook. E achei graça. Espero que também achem.
 
Pelo menos não se zanguem comigo!
 
Afinal, o que faz falta é ... sentido de humor e ... votar e... mais umas coisinhas.  
 
 
 

domingo, 11 de agosto de 2013

JUÍZES DE FORA!

 OU
 
COMO FAZER DOS OUTROS LORPAS
 

Há dias, nesta  mesma sede, via post intitulado TERRORIST SEASON: CARTILHA, escrevi, nomeadamente:

Aqui: Reforma da Justiça, por fazer e sem intenções de ser feita; mais uns remendos num ou noutro Código, que isto de legislar é o que mais rende, e o resto, era bom, mas não foi. Compreende-se, afinal  já se percebeu que a Política gosta de estar a bem com a Justiça (?) e vice-versa.

Por essa altura - e porque, em defesa da minha saúde mental, tendo a afastar-me das novas governativas - ainda não me tinha apercebido de que um dos distintos grupos de excluídos do próximo corte de 10% nas pensões dos reformados da Administração Pública, era o dos Magistrados (já nem vou falar dos outros, que a evidência e o nojo dispensam a necessidade de explicações).

Não é que tencionasse debruçar-me sobre o tema, mas hoje, ao chegar a casa, tive o azar de ouvir o sábio Professor Marcelo Rebelo de Sousa discorrer sobre o assunto - como, aliás, poderia discorrer sobre futebol os sobre línguas de gato, assunto, este, que, efectivamente, abordou -, nos seguintes termos: que o único problema residia na necessidade de explicar aquela excepção aos cortes das pensões, explicação essa que seria a de os Magistrados (reformados) já terem sofrido o corte, por identidade com os do activo.

O inteligentíssimo e distintíssimo Professor de Direito - que o é, não estou a ironizar -, esqueceu-se, todavia, duns pequenos pormenores - e digo esqueceu-se, visto não me passar pela cabeça que os desconheça.

Assim:

1º- A variação das reformas dos Magistrados está indexada à variação dos vencimentos (dos Magistrados no activo), ou seja, se estes subirem, seja qual for a percentagem, identicamente sobem os montantes das reformas; ergo, como não podia deixar de ser, o mesmo deve suceder em caso e na medida de eventuais descidas de vencimentos. Lógico? Assim parece. Legal? Assim é.

2º- Situação diferente é a dos reformados da AP, que deixaram de ter as pensões indexadas aos vencimentos dos trabalhadores no activo! Quer dizer, a subida destes não determina subida das pensões, estando a variação destas indexada a uma fórmula tendente a garantir o seu estacionamento definitivo. Então, por que razão deveria a descida dos vencimentos determinar a descida das pensões?

3º- Conclusão: sob o ponto de vista jurídico (e da justiça material) as situações não são idênticas, logo, não são, sob esse ponto de vista, comparáveis.

Consequentemente, a explicação adiantada pelo Professor não é explicação coisa nenhuma, é, antes e objectivamente (não digo intencionalmente), uma forma de enganar pessoas desconhecedoras da matéria (e sem obrigação de a conhecerem, dada a especificidade técnica) ou de tratar como lorpas pessoas minimamente informadas.

4º- Ter-se-á, ainda, o Professor, esquecido de explicar que, no nosso ordenamento jurídico, vigoram princípios tão básicos quanto essenciais, como são os da PROTECÇÃO DA CONFIANÇA E DA SALVAGUARDA DOS DIREITOS ADQUIRIDOS, segundo os quais, nomeadamente e em síntese, qualquer acto administrativo constitutivo de direitos, produzido em conformidade com a pertinente legislação - como é o caso, v.g., do que fixa a condição de pensionista e a correspondente pensão -, merece tutela jurídica absoluta. Trata-se, aliás, de matéria de aprendizagem inicial de qualquer estudante de Direito. Bem, ao menos no tempo em que eu estudei Direito. Talvez, hoje em dia, os ensinamentos sejam outros, mais conformes a certas práticas governativas. Qual real knowledge, espelho da real politic!

Enfim, bem quero eu divagar por assuntos outros, mais propícios à distração e evasão, mas detesto ser tomada por lorpa, detesto o facto de não ser assegurado o contraditório em relação às asserções dos comentadores que por aí pululam (sobretudo, ex ou futuros políticos, todos com as suas agendas muito bem organizadas), com a consequente desinformação dum povo, já de si amorfo,  e (ainda) não consigo dispensar-me do cumprimento do dever de cidadania.

Por isso, aqui volto eu, perdendo o meu precioso tempo, tão contado para ocupações bem mais interessantes!





 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

TERRORIST SEASON: CARTILHA

Em tempos, escrevi qualquer coisa do tipo: nasci num tempo que não era o meu. Sinal de inadaptação, talvez, ou mesmo de inépcia.
 
Hoje, estou em condições de concluir: vivo e hei de morrer num tempo que não é o meu. Definitivamente, sinal de inadaptação e, mesmo, de inépcia.
 
Não é nenhum drama e o prejuízo é só meu, apenas me custa viver num País em que aquilo que tenho por princípios e valores essenciais é, diariamente, amarfanhado em praça pública, por pseudo-políticos de creche (sem ofensa para as criancinhas), perante um povo amorfo, no mínimo distraído, no máximo destituído.
 
Depois, já nem a silly season é o que era, quando ainda era tão aberta e ingenuamente silly e, como tal, podia até suscitar sorrisos, ainda que fossem de tédio ou de desprezo. O mês de Agosto, diga-se de passagem, sempre foi o maior dos tédios, o máximo expoente do toda a gente a fazer a mesma coisa. Por isso, sempre evitei tirar férias em Agosto.
 
A dita season assume, agora, os mais variados rostos, um dos quais é o de terrorist season.
  
Cá para mim, chegámos ao ponto em que o País está em vias de encerramento.
 
Com toda a desgovernação alegremente votada e empreendida a partir do 25 de Abril, de autoestradas em estádios megalómanos, de rotundas em fundos comunitários esbanjados, de submarinos e Freeports em  Bpns e Swaps, de desorçamentações várias em contabilidades criativas várias, enfim, de tanta coisa má em tanta coisa má, eis-nos aqui chegados.
 
Aqui: Governo, infecto; principal partido da oposição, infectado; restantes partidos da oposição: em parte incerta (aquelas negociações entre os partidos de esquerda deram em alguma coisa? Desconheço, mas também não tenho procurado saber).
 
Aqui: Austeridade, muita, com acentuada tendência para crescimento. Consequentemente: Vítimas, sempre as mesmas, trabalhadores e reformados, que a isso obriga a ideologia dominante, de sua graça (nenhuma) neoliberalismo ou capitalismo selvagem;  classe média, extinta ou em vias de o ser; classe, como dizer, detentora do poder, cada vez mais rica;  pobreza, em franca expansão (que é sempre conveniente aumentar o exército de escravos). 
 
Aqui: Economia, praticamente destruída; Finanças Públicas, pelas ruas da amargura, brutalidades de dívida e de défice, não obstante o desatino dos cortes e a brutalidade dos impostos.
 
Aqui: Por falar em desatino de cortes: Serviço Nacional de Saúde (velha glória da Pátria, reduto da Constituição, tão benéfica para as Pessoas ..., mas o que interessa a Constituição e as Pessoas? ) em programada e acelerada ruptura (a saúde a quem a pode pagar!); Sistema Público de Ensino, idem, em todos os aspectos (a educação a quem a pode pagar!).
 
Aqui: Reforma da Administração Pública - ou seja, definição, duma vez por todas, das funções do Estado e consequente redimensionamento da AP, sendo o caso e dentro do quadro legal vigente -, não feita nem com intenções de ser feita. Em vez disso, intencional divulgação da confusão entre AP e Sector Empresarial Público, constituído, este, as mais das vezes, com objectivos de fuga às estritas regras da gestão pública e/ou para efeitos de desorçamentação (enquanto foi possível) e para instalação de boys, muitos boys, e muito bem remunerados. Já agora, a somar aos muitos e muito bem remunerados boys espalhados por tudo quanto é gabinete ministerial (também estes alheios à AP, embora, muitas vezes, acabem por lá ser encaixados, maxime em lugares de chefia). Também em vez disso, intencional diabolização duma classe inteira de profissionais, os funcionários públicos, para agrado das hostes, incapazes de entender que, por um lado, na AP há de tudo, bons e maus, desde sempre existiram mecanismos para correr com os maus (procedimento disciplinar) e, por outro lado, o caminho lavrado contra uma classe de trabalhadores há de forçosamente conduzir às restantes classes de trabalhadores. Ora bem, enquanto essa intoxicação progride, o SEE e os Institutos Públicos e Fundações (Administração Indirecta do Estado) continuam incólumes e serenos e baralha-se a reforma com um programa de despedimentos, destituído de qualquer racionalidade que não seja a dos cortes cegos.
 
Aqui: Privatiza-se o que é bom (dá lucro) e estratégico para o interesse nacional, mantém-se o resto no âmbito do Estado (v. ponto precedente). Exemplos, dispensáveis, por óbvios. Só uma notinha para o paradoxo da privatização da parte boa do BPN, ao preço daquela uva, e manutenção da nacionalização dos prejuízos. Já para não falar na inicial nacionalização do dito banco (aquilo era um banco? Só se fosse um banco de ajuda aos amigos cavaquistas, é o que parece).
 
Aqui: Reforma da Justiça, por fazer e sem intenções de ser feita; mais uns remendos num ou noutro Código, que isto de legislar é o que mais rende, e o resto, era bom, mas não foi. Compreende-se, afinal  já se percebeu que a Política gosta de estar a bem com a Justiça (?) e vice-versa. 
 
E, como se tudo isto não bastasse, os srs. do governo entretêm-se a lançar reptos aos srs. do PS - e estes a responder na mesma onda-  sobre umas infinitésimas décimas de descida da taxa de desemprego  e sobre um  alegado assessor SWAP do Tó Zé, só para distrair as atenções dos tugas, como se estes não soubessem ou não devessem saber que aquela descida é sazonal e que, em matéria de SWAPs, se o monstro terá sido criado pelo anterior governo, este não se tem poupado a esforços para o alimentar. 
 
Distrair as atenções, também e por exemplo, do facto da maquilhagem do défice estar agora a ser feita à custa do Fundo de Estabilização da Segurança Social. Não haviam eles de precisar de cortar nas pensões! E quando tal não chegar (10%, este ano, 10%, no próximo ano, aliás, apenas 10%, como disse o secretário de estado não sei das quantas, etc., etc.), corte-se nos reformados! 
 
O mais sério é que os tugas tendem a alinhar nestes malabarismos canalhas. Enfim, os governos não emergem de geração espontânea, resultam de votações. E que votações!
 
É, aliás, por isso, que tenciono continuar a votar, diversamente de vários amigos, que já me anunciaram intenção oposta. Eles lá sabem o que será melhor para sairmos daqui.
 
Boa praia é o que é preciso, não?
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

FEBRE DA CAGARRA?


Sinto-me parva, completamente parva! Sempre a ser surpreendida!

Quando penso que o meu País já não é país, mas gigantesco manicómio, brutal e perigosamente  atingido por sucessivas vagas de esquizofrénicos comportamentos dos partidos do designado arco governativo, perante apalermada e inquietante passividade do povo, eis que a notícia me bate à porta, despertando-me para uma outra realidade, talvez visão.
 
Um tal anilhador de cagarras, que me dizem ser presidente da República, anuncia, com a beatitude dos pobres de espírito (os abençoados, a quem alguém garantiu pertencer o reino dos Céus ou de Deus, já não me lembro, mas talvez seja a mesma coisa), que está tudo tranquilo, não recebeu más notícias e pôde, finalmente, recuperar, num sono reparador, da noite mal dormida da véspera (devido ao barulho dos motores do barco, que aborrecimento).
 
E, já agora, se mais tempo for necessário para os ditos partidos alcançarem o almejado acordo de salvação nacional (de quem?, pergunto eu, embora tenha a minha própria resposta), no problem!
 
Pois claro, assim é que é, adiem, adiem, cagarrem-me, se não vou ter de decidir qualquer coisa, eu aqui, tão tranquilito, neste quase paraíso, a desempenhar a patriótica missão de afirmação de nacionalidade, não vão os espanhóis lembrar-se de rebaptizar isto de Olivença, aliás, Olivenza 2.
 
Entretanto, num país distante, quer dizer, por cá, o talvez 1º, de certeza sinistro, declara-se airosamente contra uma das vertentes (salomónicas) do acordo, eleições antecipadas, never! Enquanto o negociador inseguro se mostra muito seguro na outra vertente (salomónica) do acordo, acordo sim, pois claro. E o 3º figurante aguarda, por certo com alguma impaciência, que se lhe abram as portas da vice-1ª sinistrice.
 
Enfim, para além de parva, sinto-me completamente baralhada!
 
Será febre da cagarra?
 
 
 
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

NOTÍCIAS DA GRÉCIA

 
Eis que, do torpor do pântano, emerge uma ideia com sentido: o convite do BE ao PCP e ao PS para reunirem - sem "preconceitos", ponto interessante para afastar desculpas - com o objectivo de definirem as bases programáticas dum governo de esquerda.
 
Pode parecer utópico, mas tem lógica, demonstra iniciativa e empenho, e, acima de tudo (esta é a parte melhor) encosta o Tó Zé (In)Seguro à parede das decisões rápidas e difíceis. Quem não queria estar na pele dele era eu!
 
Claro que a desculpa vai ser a "salvação nacional", conceito reinventado pelo inquilino de Belém, que, num golpe de magia para deixar tudo na mesma, resolveu dar uma de oráculo de Delfos.
 
Entretanto, as negociatas prosperarão na santa paz (podre) dos deuses do Olimpo, e nós cá vamos andando ... completamente gregos (ao menos, pela parte que me toca).
 
Só mais duas coisinhas:
 
-Os comentadores políticos do costume (maxime, os ex-políticos) devem ter ficado radiantes com a mudança de assunto (afinal até eles já deviam estar cansados das proclamações habituais), enquanto se preparam para fritar o João Semedo e a sua iniciativa em lume brando.
 
-Bonito de ver também deve ser o despique entre os ex-futuros parceiros de governo (mera previsão, com menos valor do que as do tempo), João Semedo e Jerónimo de Sousa.
 
 
 
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

BEM VISTO!


Há dias, ao passar pela Marginal, descobri, via cartaz, que um dos candidatos às próximas eleições autárquicas tem por alcunha ou subnome ISALTINO OEIRAS (apelido, MAIS À FRENTE) e, por lema, CONTINUAR A FAZER.
 
O nome, propriamente dito, não fixei, mas bem VISTAS as coisas, NÃO FARÁ GRANDE DIFERENÇA, pois suspeito haver ali um qualquer distúrbio de identidade (ou, inclusive, o seu oposto) e, para além do mais, não voto em Oeiras.
 
(Está bem, isto parece mais um tweet, mas estou com pressa de chegar aos 100 posts, para festejar!)
 
 
 
 
 

domingo, 30 de junho de 2013

THE SILLY SWAP FESTIVAL

 
 
É sabido que estamos em plena época de festivais ao ar livre e, já agora, que a silly season está mesmo ao virar da esquina.
 
A oportunidade para mais um silly festival não podia, pois, ser desperdiçada, o FESTIVAL SWAP, em que, amavelmente, se pretende dar música a este manso povo, com uma célebre banda, manhosamente conduzida por suas excelências os ministros das finanças do ex e do actual (des)governos, tudo sob o alto patrocínio dos principais partidos do "arco governativo".
 
Primeiro, tivemos direito a um processo muito interessante de ensaios.
 
Se bem me recordo, tudo começou com a demissão dum secretário de estado, não se sabia muito bem porquê, mas, veio a saber-se, porque, enquanto gestor público, terá alinhado na celebração duns contratos muito arriscados com a Banca (sempre a Banca...), em que, caso as taxas de juro baixassem, enormérrimos prejuízos adviriam para o Estado (sempre o Estado...).
 
Não me perguntem mais pormenores, pois não sou especialista nesta área e só me fixei nos milhões ou biliões ou triliões de euros, whatever it is, que, como portuguesa, seria chamada a pagar, certamente, em nome daqueles gestores públicos e respectivos tutores.
 
Depois, em doses bem calculadas, foi-se sabendo que o tal ex-secretário de estado não era o único (aqui, com acompanhamento da música, "não, não sou o único..."), e sucedeu-se uma quantidade de gestores, ex-gestores e contratos SWAP, chegando a rede, alegadamente, à própria secretária de estado do tesouro actual.
 
Pelo caminho, lembro-me de ter ouvido o primeiro ministro afirmar qualquer coisa do tipo, que esperava que os responsáveis assumissem as suas responsabilidades e se demitissem.
 
Achei esta afirmação deveras interessante, sobretudo considerando o facto das  empresas públicas se encontrarem sob tutela do Estado e de, neste País, inexistir o (saudável) hábito da prestação de contas  ( accountability) e, habitualmente, a Justiça não só tardar como falhar (v., a título de exemplo, caso BPN; no caso Freeport ficámos a saber, salvo erro 5 anos depois, que o processo fora arquivado sem que o eventual suspeito que, afinal, não o era, tenha sido ouvido, por alegada falta de tempo).
 
Entretando, deixei de seguir os ensaios, pois o barulho estava a tornar-se demasiado ensurdecedor e certos silêncios, ainda mais.
 
Eis senão quando sobe ao palco o ex-ministro das Finanças para afirmar que, em 2011, quando da transição de (des)governos, o seu sucessor tinha sido adequada e detalhadamente informado sobre a situação, o que, de imediato, foi desmentido por alguém do presente (des)governo (já nem sei quem) .
 
Neste ponto, apetece-me exclamar, - DAAH
 
Em resumo e conclusão: o anterior MF, responsável último pela situação, ao menos em termos políticos, atira as culpas  de dois anos de inacção para o actual, como se isso o isentasse da suposta culpa originária; o actual poder des(governativo), a ser verdade que conhecia a situação desde 2011 - vá-se lá saber, eles que se entendam -,  assobia para o lado, usa a informação quando lhe convém e descarta as responsabilidades todas no anterior; finalmente, nós, portugueses, não só somos indecentemente aldrabados, como pagaremos a factura, custe o que custar. 
 
Entretanto, não faltarão debates a discutir de quem é a culpa, enquanto o essencial passa à margem.
 
Dividir para reinar (neste caso, para baralhar e isentar de responsabilidades) sempre se revelou uma magnífica receita. Assim haja quem se deixe levar. E há!
 
E é isto, o verdadeiro SILLY SWAP FESTIVAL! 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VIVA A PLACA TECTÓNICA!

Sinto-me radiante com a notícia que ouvi há pouco na TSF: a da placa tectónica em formação (ou evolução ou desintegração ou lá o que é, não prestei grande atenção), que ameaça fazer explodir Portugal (ou qualquer coisa do género).
 
EIS, POIS, A SOLUÇÃO PARA A CRISE!
 
As reacções não se fizeram esperar:
    
  • O sinistro da volta ao mundo, Paulo Portas, prepara-se para anunciar, por intermédio dum betinho sombra, que tal fenómeno é fruto da sua laboriosa agenda internacional;
  • O 1º sinistro Gaspar insiste em que, mesmo assim, aumentar a austeridade dará melhores resultados;
  • O seu adjunto, Passos Coelho, concorda e aplaude;
  • O chefe, perdão, o paquete da oposição, António Inseguro, convoca uma conferência de imprensa para comunicar que irá pronunciar-se na devida oportunidade, pois o assunto requer adequada ponderação, acrescentando que não responde a perguntas;
  • O  Dr. Mário Soares reúne, de urgência (e antes que o Tó Zé possa pensar qualquer coisa para comunicar), um grupo de admiradores,  no Pavilhão dos Oceanos, porque pode tudo acabar num gigantesco tsunami;
  • Os troikos estão perplexos e interrogam-se, seiláseé ?  
Eis senão quando, um grupo de aplicados estudantes universitários, proclama, alto e bom som (com acompanhamento da tuna), que tudo não passa de um monumental erro de excel, assim desmentindo a prometida explosão e colisão com a Terra Nova.

OHHHHHHHHHH!

Lá se foi a salvação da Pátria amada (e nós com ela)!!!  
 
 

domingo, 3 de março de 2013

COMO PREVISTO, POIS CLARO!

Só podia, a manifestação de 02 de Março de 2013, sob a sugestiva designação Que se lixe a troika, só podia ser um sucesso, como foi!
Caso contrário, restaria concluir que o Povo estaria morto ou moribundo, que é estúpido ou anda distraído, sei lá!
Mas não, diferentemente do que assumem (e, seguramente, desejam) os pseudopolíticos da treta que nos (des)governam, estamos vivos e bem vivos, não somos estúpidos nem andamos distraídos.
Mais, estamos dispostos a fazer frente, a provocar a mudança!
Fomos, assim, muitos, muitos mil, a reafirmar Abril, é dizer, a reclamar o que nos é devido, a manifestar indignação pelo que nos é infame e indignamente roubado, diariamente, sempre mais e mais, com o maior despudor e desfaçatez!
Em Lisboa, ultrapassámos, seguramente, o mítico número do 15 de Setembro do ano passado (lembram-se?).
Já se cantara a Grândola, Vila Morena, pouco depois das 18H, e, cerca de uma hora mais tarde, ainda afluíam ao Terreiro do Paço, agora, Terreiro do Povo, mais e mais manifestantes.
Enfim, façam eles o que fizerem, já não podem ignorar que estamos aqui, de pé, de peito aberto e voz firme, para os impedirmos de continuarem a fazer o que não podem nem devem, desde logo por absoluta falta de legitimidade democrática.
 
Por isso lhes deixámos uma moção de censura! 
 
Por isso voltámos a cantar  "Grândola, Vila Morena"
 
Por isso estamos dispostos a prosseguir a luta!


(Nota: este post tem andado por aqui a marinar, desde a noite do passado dia 2, na tentativa - que, por insondáveis razões informáticas (?), veio a revelar-se infrutífera - de anexar dois vídeos, em que registei outros tantos momentos chave: a leitura da moção de censura ao (des)governo, oportunidade, também, para captar uma das mais acesas e prolongadas vaias ao sr. Cavaco silva, e a entoação da Grândola, Vila Morena. Rendendo-me a este fracasso, não sem pena, deixo apenas as palavras, para que não percam a oportunidade).
 

sábado, 10 de novembro de 2012

UNIÃO EUROPEIA

 
Ao circular por Lisboa, vejo um anúncio da GREVE GERAL IBÉRICA, a ocorrer no próximo dia 14.
 
Admiração? Nenhuma.
 
Afinal, não será o primeiro nem o último protesto que une mais do que um Povo, no seio da denominada UNIÃO EUROPEIA. Por outro lado, são sobejamente conhecidas as razões desta LUTA, protagonizada pelos NOVOS OPRIMIDOS, esmagados por sucessivos PACOTES DE AUSTERIDADE, que assassinam os mais elementares DIREITOS HUMANOS, sobretudo no plano laboral e social, naquilo que representa uma tão avassaladora quanto alarmante involução de conquistas civilizacionais fundadas no respeito por Valores Humanos essenciais ao são desenvolvimento pessoal e social.
 
Reflexão? Sim.
 
Talvez seja pela via da CONGREGAÇÃO/EXPRESSÃO COLECTIVA dos Povos atingidos que, finalmente, se venha a construir a VERDADEIRA UNIÃO EUROPEIA, uma união fundada na REVOLTA contra as INJUSTIÇAS  que, em (alegado e falso) nome da (apenas designada) UNIÃO EUROPEIA, vêm sendo perpetradas contra alguns dos Países em situação de maior fragilidade.
 
O que não deixa de ser TRISTEMENTE IRÓNICO! E não deixa augurar nada de bom ...
 
Mas é a verdade, desiluda-se quem (ainda) acredita na possibilidade duma EUROPA UNIDA E SOLIDÁRIA, fundada numa identidade civilizacional própria e no convívio harmonioso, igualitário e solidário entre os seus diversos Povos. Quanto a mim, estou à vontade, pois nunca acreditei em semelhante ficção.
 
Levantemo-nos, pois, VÍTIMAS DA FOME(que há diversas fomes, embora muitas já sejam de comida ...)!
 
Pugnemos pela devolução dos nossos DIREITOS ROUBADOS, da nossa DIGNIDADE AFRONTADA e da INTEGRIDADE DOS NOSSOS PAÍSES ASSALTADOS!
 
EM UNIÃO, A UMA SÓ VOZ, POR ESSA EUROPA FORA!
 
NO PRÓXIMO DIA 14 E EM TODOS OS DIAS QUE SEJA NECESSÁRIO!   
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DIVIDIR PARA REINAR


Os Trabalhadoresdo Estado e do Sector Privado, não sendo idiotas, ter-se-ão apercebido de que o (des)governo, num fantástico, aldrabão e nojento passe de mágica, trocando os nomes às coisas e as razões aos conteúdos, acaba de decretar  a extinção imediata  de um direito constitucionalmente consagrado, o direito a um dos subsídiosadiando a extinção do outro para melhor oportunidade, enquanto mantém o seu roubo (ainda) alegadamente temporário.
 
Se tal ainda não aconteceu, acho que é uma boa oportunidade para perceberem, de uma vez por todas, que a divisão e guerrilha entre eles só interessa a quem a fomenta, ou seja, a esse mesmo (des)governo.
 
Na verdade, a debilitação dos direitos duns é, forçosamente, seguida da debilitação dos direitos dos outros, pois, em qualquer dos casos o que está em causa é a concretização duma ideologia capitalista, selvaticamente capitalista, em que os Valores Humanistas nada valem, sendo o Factor Trabalho completamente menorizado e desvalorizado.
 
Então, estão à espera de quê, para se unirem e derrubarem este (des)governo?
 
 

QUE TAL FECHÁ-LOS NO CAMPO PEQUENO?


 
A comunicação que o 1º ministro (aliás, 1º SINISTRO) deste nosso País acaba de proferir é de tal modo ABJECTA, HIPÓCRITA, CÍNICA e, exactamente por isso, ÓBVIA, que me dispenso de a comentar.
 
Apenas direi duas coisas, MANIFESTAMENTE EVIDENTES:
 
1ª - Como seria de esperar, representa mais da mesma IDEOLOGIA CAPITALISTA E FASCISTA,  a saber: OS TRABALHADORES E OS REFORMADOS QUE PAGUEM A CRISE!
 
2ª - Como seria de esperar, passa, ESTUPIDAMENTE, um ATESTADO DE ESTUPIDEZ aos portugueses, melhor dizendo, AOS TRABALHADORES, REFORMADOS E, MAIS GRAVE AINDA, AOS DESEMPREGADOS PORTUGUESES, pois pretende vender-se como visando um grande objectivo, o do COMBATE AO DESEMPREGO, quando, como qualquer um pode ver, apenas servirá para INCREMENTAR A FRAGILIZAÇÃO DOS DIREITOS LABORAIS E O AUMENTO DO DESEMPREGO!
 
Assim sendo, não posso deixar de acompanhar o sentimento de um participante no Fórum da Antena 1 desta manhã - cujo nome não fixei -, segundo o qual, o culpado desta situação em que nos encontramos é o Otelo Saraiva de Carvalho, por não ter cumprido a ameaça de enfiar os fascistas de então no Campo Pequeno, assim deixando margem ao regresso dos da mesma laia a que hoje se assiste!
 
 
 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FORA, "TOUREIRO", FORA!

A linha desenhada pela (quase) ausência de lábio superior arrepanha-lhe a expressão facial numa contorção de (aparente) cinismo, sobretudo, quando esboça e, mais, quando escancara o sorriso.  

É certo que cada um nasce e vive com a cara que tem, não sendo por isso merecedor de castigo ou prémio (bastando os inerentes, justa ou injustamente, à cara que tem ...).

Já o cinismo, que não a sua mera expressão facial, é outra coisa bem mais séria e a exigir reparo.

Vem isto a propósito de um certo sr. que, aí há uns meses atrás, na circunstância de viabilizar dado orçamento de austeridade (ainda muito distante dos que viriam a ser os seus ...) se sentiu na necessidade de encolher o sorriso, sob o disfarce das vestes de verdadeiro menino de coro, para, de forma contristada e expiatória - sabe-se lá de que pecados -, PEDIR DESCULPA AO POVO PORTUGUÊS, que, à altura, dizia considerar EXCESSIVAMENTE CASTIGADO.

Acontece que as circunstâncias mudaram, o dito senhor passou de candidato a detentor do poder, o Povo Português passou de castigado a castigadíssimo e, pior, sempre em vias de receber mais e mais castigos, como se carregasse uma monumental e crescente culpa (aspecto este que, só por si, já mereceria vasto tratado ...). 

E assim, cavalgando a onda crescente e avassaladora de medidas de austeridade que, maléfica e sistematicamente, vêm destruindo o que resta da economia deste País e, do mesmo passo, enfernizando as vidas da maioria dos cidadãos nacionais, o dito sr. não só abandonou o discurso do pedido de desculpa - o que, já de si e por questão de mera coerência, seria digno de admiração -, como ostenta o descarado atrevimento de apelidar o Povo Português, sim, o Povo Português, de PIEGAS! O que faz em jeito de valente toureiro, desafiando o martirizado touro! Não se cansando, de resto, de ameaçar com novas estocadas, CUSTE O QUE CUSTAR (portanto, incluindo a vida, a dignidade e o que mais for).

Ora, para além de tudo o mais, que é muito e muito negativo, esta atitude desafiadora do tal sr., representa um desvalor a que, usualmente, se chama, CINISMO!

CINISMO E DISTANCIAMENTO DA REALIDADE, pois nós, o tal Povo Português, à semelhança de todos os outros Povos, tendo seguramente muitos defeitos e muitas virtudes, não me parece que possamos ser apelidados de PIEGAS. Como a desgraçada verdade dos factos, aliás, bem demonstra!

Para a próxima, talvez sua excelência o sr. primeiro-ministro possa aproximar-se mais da realidade se chamar ao Povo Português um outro nome, a saber, BANANA!

Na verdade, só um Povo BANANA pode consentir que um seu governante não só o ESMAGUE, como se atreva a ENXOVALHÁ-LO, CINICA E DESAFIADORAMENTE, APODANDO-O DE PIEGAS, para mais nas circunstâncias de todos conhecidas.

Um  Povo que não fosse banana JÁ TERIA CORRIDO com um tal governante, CUSTASSE O QUE CUSTASSE!

UM POVO DISPOSTO A DEIXAR DE SER BANANA PODE LEVANTAR-SE E CORRER COM UM TAL GOVERNANTE, CUSTE O QUE CUSTAR!