sábado, 15 de setembro de 2012

15 DE SETEMBRO DE 2012


Como as palavras já se vão tornando desnecessárias, tal é a estrondosa evidência dos factos, limito-me a deixar algumas imagens, para ilustrar uma das maiores, se não a maior MANIFESTAÇÃO, a que tenho assistido nos últimos, pesados e injustos tempos que nos tem sido imposto viver, em nome da expiação duma culpa (dívida) a que somos alheios e da prossecução de um interesse que não é o nosso.
 
Apenas saliento que registei uma significativa mudança do tecido sociológico presente, traduzida no facto de, aos do costume, se terem juntado muitos outros, por um lado, seguramente oriundos duma classe média de nível bem mais elevado e, por outro lado, com uma amplitude etária bem mais diversificada.
 
Enfim, sendo de lamentar a necessidade duma situação extrema, que toca a todos (obviamente, com excepção da minoria privilegiada que manda ...), para nos unirmos, ao menos que a UNIÃO SE CUMPRA. E cumpriu-se!  
 
 


 

 
 
 
 
 
 
 
É, ainda, caso para dizer que o filme segue dentro de momentos ...
 
 
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DIVIDIR PARA REINAR


Os Trabalhadoresdo Estado e do Sector Privado, não sendo idiotas, ter-se-ão apercebido de que o (des)governo, num fantástico, aldrabão e nojento passe de mágica, trocando os nomes às coisas e as razões aos conteúdos, acaba de decretar  a extinção imediata  de um direito constitucionalmente consagrado, o direito a um dos subsídiosadiando a extinção do outro para melhor oportunidade, enquanto mantém o seu roubo (ainda) alegadamente temporário.
 
Se tal ainda não aconteceu, acho que é uma boa oportunidade para perceberem, de uma vez por todas, que a divisão e guerrilha entre eles só interessa a quem a fomenta, ou seja, a esse mesmo (des)governo.
 
Na verdade, a debilitação dos direitos duns é, forçosamente, seguida da debilitação dos direitos dos outros, pois, em qualquer dos casos o que está em causa é a concretização duma ideologia capitalista, selvaticamente capitalista, em que os Valores Humanistas nada valem, sendo o Factor Trabalho completamente menorizado e desvalorizado.
 
Então, estão à espera de quê, para se unirem e derrubarem este (des)governo?
 
 

QUE TAL FECHÁ-LOS NO CAMPO PEQUENO?


 
A comunicação que o 1º ministro (aliás, 1º SINISTRO) deste nosso País acaba de proferir é de tal modo ABJECTA, HIPÓCRITA, CÍNICA e, exactamente por isso, ÓBVIA, que me dispenso de a comentar.
 
Apenas direi duas coisas, MANIFESTAMENTE EVIDENTES:
 
1ª - Como seria de esperar, representa mais da mesma IDEOLOGIA CAPITALISTA E FASCISTA,  a saber: OS TRABALHADORES E OS REFORMADOS QUE PAGUEM A CRISE!
 
2ª - Como seria de esperar, passa, ESTUPIDAMENTE, um ATESTADO DE ESTUPIDEZ aos portugueses, melhor dizendo, AOS TRABALHADORES, REFORMADOS E, MAIS GRAVE AINDA, AOS DESEMPREGADOS PORTUGUESES, pois pretende vender-se como visando um grande objectivo, o do COMBATE AO DESEMPREGO, quando, como qualquer um pode ver, apenas servirá para INCREMENTAR A FRAGILIZAÇÃO DOS DIREITOS LABORAIS E O AUMENTO DO DESEMPREGO!
 
Assim sendo, não posso deixar de acompanhar o sentimento de um participante no Fórum da Antena 1 desta manhã - cujo nome não fixei -, segundo o qual, o culpado desta situação em que nos encontramos é o Otelo Saraiva de Carvalho, por não ter cumprido a ameaça de enfiar os fascistas de então no Campo Pequeno, assim deixando margem ao regresso dos da mesma laia a que hoje se assiste!
 
 
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

AI, CAFÉ, CAFÉ!


Que descarado, este meu café, a "fazer-me olhinhos"!

Não é que isso me incomode; afinal, quem não aprecia um bom jogo de sedução?

 

 




sexta-feira, 29 de junho de 2012

ESSAS NOITES


À memória de meu Pai, que, hoje, completaria 100 anos



Como eram calmas, redondas e macias, essas noites
Deslumbrante o que nos contavas, a mim e ao meu irmão,
Cada qual pendurado numa das tuas lindas mãos,
Passeando pela nossa Rua D. Pedro de Meneses
A magnitude e composição do universo
Ilustrada, em grande plano e sem efeitos especiais, pelo traçado da lua e de milhares de estrelas
Cintilando sobre as nossas infantis cabeças
Era de astros e galáxias que falavas
Via láctea e demais constelações, Ursa Maior, Ursa Menor, Cassiopeia, Órion …
Eu, tranças lançadas para trás, olhos de chinesinha bem rasgados
Absorvendo tuas sábias e mágicas palavras, tão bem colocadas, surpreendentes, compassadas
Absorvendo, qual gulosa boca se deixa acariciar por morno chocolate derretido
Suspensão e deleite
Admiração
Do mesmo passo que, com a curiosidade e lógica da minha infantil idade,
Te perguntava, entre assombro e inocente desafio,
- Mas como pode haver estrelas maiores do que a Terra, se dentro dela moram?
Sorrias, sei que sorrias, secretamente, sorrias
Mas não era lógica, a pergunta?
Não se situava tudo o que existia- oceanos, montanhas, vales, rios … – a coberto dos limites da Terra?
E para além dela, nada?
As estrelas no firmamento, cravadas nesta capa terrestre,
Olhavam-nos lá do alto, mágico e esplendoroso brilho,
Só elas capazes de apagar as trevas
Que noites, essas, em que caminhávamos os três pela nossa Rua D. Pedro de Meneses
Por onde ainda mal passavam carros,
Portas da rua abertas, sossegado abandono
Brincadeiras na rua, em bando, até à hora de dormir
Mas não é disso aqui, nem hora, nem lugar
Aqui é de como nos descrevias as constelações
Uma, de sete estrelas, quatro em atípico quadrado e, a partir dum canto, mais três, jeito de pequena cauda
Costumava ficar acima do pombal, como se protegesse os pombos adormecidos
Parecia um papagaio, daqueles feitos de cana e papel de seda, tudo soldado a grude, predestinado ao voo, calhando, calhando vento de feição
Tão belas essas noites, era eu a tua menina, tão mimosinha - como disseste mais tarde, muito mais tarde, demasiado tarde -, ele, o teu menino
Noites essas, em que eras, definitivamente, o meu herói
Estrelas gravadas, para sempre, no meu coração e no meu espírito
E se a outra face disto, disto por cá, fosse um eterno voo livre entre galáxias, percorrendo, de ponto luminoso em ponto luminoso, esse infinito universo?
E se, nesse perpétuo movimento, calhasse encontrarmo-nos de novo, eu, a tua menina, tu, o meu herói?
Ainda melhor do que uma dessas noites, Pai!

(Escrito pelas três da madrugada de 26 de Maio de 2012, mesmo sem estrelas à vista, que o coração sabe bem ocultar os seus tesouros …)





terça-feira, 1 de maio de 2012

1 DE MAIO DE 2012



Símbolos














Imensos

 PSP e PSP





Enunciando Verdades


De punho erguido!


Pelos direitos dos Portugueses, por um Portugal mais justo e solidário!






domingo, 29 de abril de 2012

UM DIA, ABRIL!

As portas que Abril abriu (como tão bem dizia o talentoso Ary dos Santos), têm vindo a ser, sistematicamente, fechadas, com grande estrondo, esmero, convicção e deleite, pela mão dalguns que, não fosse o caminho então aberto, andariam, certamente, por aí a vegetar ou, se conseguissem, a rastejar, sabe-se lá ao mando de que donos ou ao sabor de que ventos (apesar de que tal estirpe de gente é isso mesmo que faz, obedecer à voz de donos, porém a troco de vantagens, que, no mínimo, se traduzem, na expressão popular, em governar a vidinha; basta pensar nos seus futuros pós-governo, nomeadamente, na dança de cadeiras entre os mais apetecíveis lugares postos à disposição pelo Estado e, ainda mais desavergonhadamente, por empresas privadas, com as quais se relacionaram enquanto governantes …).

Acontece que o fecho dessas portas deixa no resguardo do seu interior meia dúzia de privilegiados, cada vez mais privilegiados e protegidos pelos poderes políticos – não digo pelo Estado, porque o Estado, ainda que eles o ignorem ou façam por ignorar, somos todos nós -, enquanto expulsa para a selva exterior, o resto dos Cidadãos, alargando o (já de si) terrível fosso existente entre aqueles e estes.
Tudo isto se passa – aliás, só pode passar-se – por via da mais espantosa negação da Democracia, formalizada de vários modos e feitios, a começar pelas abjectas mentiras em fase de campanha eleitoral, seguidas do flagrante desrespeito pela Lei fundamental, a Constituição da República Portuguesa, levado ao cúmulo através da negação dos direitos fundamentais e ao consequente comprometimento da Dignidade Humana (com o óbvio aval do Tribunal Constitucional de serviço).
Nesta linha se inscrevem tantos e tão variados disparos à queima-roupa, que me sinto legitimada a perguntar se não estaremos já perante uma forma (sui generis, embora) de guerra civil.
Tudo parte do desrespeito pela Pessoa Humana e pelos inerentes Valores, aos quais se sobrepõem meras palavras (chavões), como economia e mercados (o que, traduzido para português, significa o intuito e a consecução de fabulosos e, as mais das vezes, fraudulentos, lucros, a favor dos poucos privilegiados a que acima me refiro, tudo à custa de muita especulação artificialmente criada e da exploração escravizante da força do Trabalho).
Daí à aniquilação do Serviço Nacional de Saúde, dos Sistemas Públicos de Ensino e de Protecção Social, à menorização e acantonamento da Cultura, aos hediondos roubos perpetrados contra Trabalhadores e Reformados, nas suas mais variadas formas e com os mais inqualificáveis requintes de malvadez, à demolição da Classe Média e, pasme-se, à destruição programada do que resta da própria Economia Nacional, é um passo (que, por acaso, nos tempos mais recentes, é dado sob a batuta dum Passos).
Acontece que há VOZES que se levantam, para EXIGIREM AQUILO A QUE TÊM DIREITO:
São VOZES as mais diversas, vozes DE VELHOS E DE JOVENS, vozes dos MAIS VARIADOS SECTORES DA SOCIEDADE, clamando pelas MAIS JUSTAS CAUSAS:
























 









 São MUITAS VOZES:

São VOZES QUE SE OUVIRAM na GRANDE MANIFESTAÇÃO DO 25 DE ABRIL, de que, aqui e assim, servindo-me das imagens que, então, captei, deixo testemunho, porque DA ESCRITA E DA IMAGEM TAMBÉM SE ELEVA A VOZ!

São VOZES que continuarão a ouvir-se, PORQUE:

(Quem nos domina não nos vence! )

E, ASSIM SENDO: