terça-feira, 28 de maio de 2013

WEIRD THINGS

 
 
UMA ÁRVORE QUE PARECE UM POLVO?
 
 
 
OUTRA ÁRVORE, ONDE BATE, LENTO, UM CORAÇÃO?
 
 
 
UM URSO QUE PARECE UM MORCEGO?
 
 
 
MAS, AFINAL, O QUE SÃO AS COISAS (E TUDO O RESTO) SENÃO O QUE PRETENDEMOS QUE SEJAM?
 
 
 
 


terça-feira, 21 de maio de 2013

O MARTIM E A PROF.ª

 (... OU UMA QUESTÃO DE VALORES...)

Hoje, mal abri o FB, vi-me confrontada com uma inusitada quantidade de alusões a um tal Martim e a uma tal Professora Doutora, cujo nome não retive, aquele e esta, perfeitamente desconhecidos para mim e para o meu reduzido universo, onde o Prós e Contras, palco da cena, não entra. Acabei, assim, por ir parar a um vídeo ilustrativo do acontecimento, que me dispenso de resumir, pois, pelos vistos, qual última a saber, só eu o desconhecia.
Registei, a propósito, uma empolgada unanimidade de posts, likes e comentários, convergindo no, por assim dizer, endeusamento do Martim, e na, por assim dizer, demonização da Prof.ª Dr.ª.
É óbvio e inegável que o Martim revela um conjunto de qualidades que o tornam digno de justa admiração, com destaque para o espírito de iniciativa, o sentido da criação e aproveitamento da oportunidade, a visão de negócio e tudo o que isso envolve e se deu em denominar empreendedorismo. Ao que acresce – e não menos relevante - uma postura e desenvoltura perante as câmaras que também não são nada de desdenhar. Tudo isto, nos seus tenros 15 ou 16 anos e – importante – sem descurar os estudos.
Já não me parece tão óbvio e inegável que a intervenção da Prof.ª mereça as fustigadelas que a comunidade bem pensante se apressou, em uníssono, a aplicar-lhe, certamente num afã de defesa do politicamente correcto e/ou de determinada ideologia que vê com bons olhos o empreendedorismo, mas com maus olhos a  justa retribuição da força de trabalho sem a qual o empreendedorismo não poderia vingar.
Na verdade e tanto quanto me foi dado ver e ouvir (no curto espaço do referido vídeo), o que a Prof.ª fez foi questionar o Martim sobre a sua consciência social, ou seja, sobre um VALOR que, pelo facto de, por regra, andar demasiado afastado dos empreendedores e do empreendedorismo, não significa que não exista ou que não deva existir.
Poderia não o ter feito, para não estragar a festa; poderia tê-lo feito dum modo mais diplomático.
Mas fê-lo. E acho que fez muito bem!
Haja quem tenha a coragem de chamar a atenção para Valores fundamentais à DIGNIDADE HUMANA, ainda que para isso – mau sinal dos tempos – se sujeite à ira dos politicamente correctos (mais ou menos disfarçados).
Estou, pois, com o jovem Martim e, ao mesmo tempo, com a Prof.ª cujo nome não fixei. Até porque entendo que o empreendedorismo não tem de ser incompatível com a Dignidade Humana.
Também politicamente incorrecta,
eu.
 

sábado, 16 de março de 2013

HOJE!


Voltei à Praia Grande. E registei, de alguma maneira ...

 
 
 
No regresso, a serra de Sintra vedou-me a visão dos seus místicos seres, recorrendo a uma magia de nevoeiro. Mas o nevoeiro também é um ser místico e belo. Registei-o, com outros meios, mas registei. 
 
 
 

 
 
 
 
 



domingo, 3 de março de 2013

COMO PREVISTO, POIS CLARO!

Só podia, a manifestação de 02 de Março de 2013, sob a sugestiva designação Que se lixe a troika, só podia ser um sucesso, como foi!
Caso contrário, restaria concluir que o Povo estaria morto ou moribundo, que é estúpido ou anda distraído, sei lá!
Mas não, diferentemente do que assumem (e, seguramente, desejam) os pseudopolíticos da treta que nos (des)governam, estamos vivos e bem vivos, não somos estúpidos nem andamos distraídos.
Mais, estamos dispostos a fazer frente, a provocar a mudança!
Fomos, assim, muitos, muitos mil, a reafirmar Abril, é dizer, a reclamar o que nos é devido, a manifestar indignação pelo que nos é infame e indignamente roubado, diariamente, sempre mais e mais, com o maior despudor e desfaçatez!
Em Lisboa, ultrapassámos, seguramente, o mítico número do 15 de Setembro do ano passado (lembram-se?).
Já se cantara a Grândola, Vila Morena, pouco depois das 18H, e, cerca de uma hora mais tarde, ainda afluíam ao Terreiro do Paço, agora, Terreiro do Povo, mais e mais manifestantes.
Enfim, façam eles o que fizerem, já não podem ignorar que estamos aqui, de pé, de peito aberto e voz firme, para os impedirmos de continuarem a fazer o que não podem nem devem, desde logo por absoluta falta de legitimidade democrática.
 
Por isso lhes deixámos uma moção de censura! 
 
Por isso voltámos a cantar  "Grândola, Vila Morena"
 
Por isso estamos dispostos a prosseguir a luta!


(Nota: este post tem andado por aqui a marinar, desde a noite do passado dia 2, na tentativa - que, por insondáveis razões informáticas (?), veio a revelar-se infrutífera - de anexar dois vídeos, em que registei outros tantos momentos chave: a leitura da moção de censura ao (des)governo, oportunidade, também, para captar uma das mais acesas e prolongadas vaias ao sr. Cavaco silva, e a entoação da Grândola, Vila Morena. Rendendo-me a este fracasso, não sem pena, deixo apenas as palavras, para que não percam a oportunidade).
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

SURPRESA!

 
 
E eu, que nem sequer sou apreciadora de fado, deparo-me com esta voz espantosa, no programa do Herman José (Herman 2013), que acabei de ver há pouco. Que voz, que expressividade, que talento! Fiquei com imensa vontade de ir "ouvir" o espectáculo que o Gonçalo Salgueiro e a Alexandra vão estrear, ao que julgo, no próximo dia 22, no S. Jorge, designado "Abraço Lusitano". (Quem diria?!) 
 
 
 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

NOSTALGIA

Adoro o Outono; é, mesmo, a minha estação preferida.
 
Então, hoje, fui procurar o Outono.
 
E encontrei:
 
 
uma folha caída
 
 
uns patos sonolentos
 
 
uma explosão misteriosa
 
 
um canavial ao vento
 
 
um fantasminha
 
 
um olho perdido
 
 
uma lata birrenta, esmagada por duas frágeis canas. É bem feito, não tinha nada que invadir os domínios da natureza pura.
 
 
um reluzente insecto castanho
 
 
três velhos órfãos, cheios de rugas e reumatismo
 
 
dois estranhos insectos que navegavam através dum mar de ameaçadoras nuvens, coabitando com uma pequena ave
 
 
 
Encontrei tudo isto e depois regressei a casa, na esperança de que chova.
 
 
 


NARCISISMO

Hoje, por volta do meio-dia, atravessei a transparência das águas dum espelho e, do lado de lá, onde, sem saber muito bem como, fui parar, revelou-se-me uma imagem tão bela, tão perfeita, que, para ver se era real, decidi beijá-la. Beijei-a e senti o beijo. Oh! Era a minha imagem. Ou melhor, era eu.