domingo, 29 de dezembro de 2013

ARE YOU HAPPY NOW?


 
- WHY ARE YOU SO SAD?
- .........................................
 


- TELL ME PLEASE!
- ................................
 
 
 
- OH! PLEASE!
- ....................
 
 
 
- WHY DON´T YOU ANSWER ME?
- .....................................................
 
 
 
- DID I DO SOMETHING WRONG?
- .....................................................
 
 
 
- DID I DO SOMETHING WRONG?
- .................................................
 
 
 
 
- DON´T I DO ANYTHING RIGHT?
- ..................................................
 
 
- ?????????????????????????????????????????????
- OH! GOD! I JUST DON´T LIKE YOUR VOICE! HAPPY NOW?
 
  
 
 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

DESENHO CRU


Numa segunda-feira de cada mês, um bar do Bairro Alto encerra as portas ao público para as abrir a um grupo de artistas, aspirantes a artistas ou nem isso (categoria esta, em que me incluo). Munidos de cadernos de desenho, lápis, lapiseiras, canetas, aguarelas ou o que mais calhar, não esquecendo as câmaras fotográficas, registamos a acção, a cargo de artistas ou performers que, dando largas à imaginação e criatividade, posam para o grupo. São as noites de Desenho Cru
As imagens que seguem correspondem a registos que fiz no último Desenho Cru, em que as actuações estiveram a cargo do Carlos Vargas e do André de Oliveira .  
 
CENÁRIO
 
 
 
 CARLOS VARGAS
 
  
ANDRÉ DE OLIVEIRA
 

 
 
 
 
 
REGISTOS GRÁFICOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

UI, CHOCOLATE!


Adoro chocolate! Se comesse todo o chocolate reclamado pela minha insana gula não sei o que seria de mim, aliás, sei até muito bem e é justamente por isso que não como. Quer dizer, por vezes como, ultimamente até tenho abusado um bocado, coisa que deverá acabar rapidamente.
Isto do chocolate é como muitas outras coisas boas da vida, oferecem-se-nos com todos os brilhos da ousadia e da provocação, mas, vindas como vêm, carregadas de efeitos colaterais, nem sempre se podem acolher nos braços do desejo. Assim recomenda a razão, essa tirana, responsável por surdos  gritos de vontades açaimadas e pela proeminência de frustrações acumuladas. (Ora, se fosse só o chocolate!...)
De há uns anos para cá, tenho reparado que o chocolate vem sendo utilizado para fins diversos do supracitado (dar de comer à gula) e até antes pelo contrário, ou seja, para efeitos supostamente maravilhosos ao serviço da cosmética e terapias conexas. Até já houve uma cabeleireira que me propôs a aplicação dum champô e dum creme amaciador à base de chocolate, proposta que declinei, de imediato, não fosse o cabelo expandir-se, não aprecio cabelos volumosos.
Mas, por vezes, isto da insistência publicitária acaba por produzir os seus efeitos, tipo, água mole em pedra dura... Quer dizer, lá me rendi, comprei um gel dito de chocolaterapia! Bem vistas as coisas, nem foi bem pela magia da publicidade, não por ser pouca, os efeitos anunciados vão do aumento da firmeza de certas zonas estratégicas do corpo à redução da massa gorda doutras, passando pelo milagre anticelulítico e do fortalecimento da musculatura, tudo coisas que qualquer mulher razoavelmente vaidosa (e, ao que consta, cada vez mais homens) não pode dar-se ao luxo de desprezar. Não estou a inventar, todos esses efeitos são convictamente prometidos na embalagem, aliás, para minha grande estranheza, pois não consigo entender como uma coisa que, levada para dentro do corpo, produz celulite, perda de firmeza e, acima de tudo, aumento da massa gorda, pode, uma vez aplicada exteriormente, produzir os efeitos exactamente inversos!  
Perseguida como sou pela maldição do pensamento lógico, não me rendi, pois, aos encantos publicitados. Todavia, dei comigo a acreditar num hipotético efeito semelhante ao induzido pelo fenómeno homeopático, em suma, algo do tipo, aplicação do gel de chocolate gerará a cura da dependência por chocolate, com as adjacentes consequências anticelulíticas, refirmantes e redutoras da massa gorda.
Já comecei a usar, mas ainda não consegui obter a confirmação desta hipótese redentora, apenas posso anunciar que: 1º- o gel deixa um delicado cheiro a chocolate, que, ao menos na 1ª aplicação, me fez recear dar uma dentada num braço; 2º- deixei de usar perfume, por detestar sobreposição de cheiros; 3º- até ver, continuo a reincidir no consumo de chocolates (talvez porque não cheguei a dar a dentada no braço). Se as coisas mudarem (para melhor), não deixarei de partilhar, em benefício de terceiros. Entretanto, não sei que fazer à última caixa de chocolates entrada em casa. Mas não estou a ver como possa ser desprezada.  
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BREVE NOTÍCIA DO "MOLESKINE..."

"Flutuava naquele aconchego morno.
...
...e riram mais alto e já não era só alegria, era mais qualquer coisa, pois ela sentiu uma mínima esfera líquida deslizar pela face dum, e, depois, uma mínima esfera líquida deslizar pela face do outro, mas, como estava entre dois mundos, já não se lembrando muito bem dum e ainda não conhecendo quase nada do outro, não percebeu que esferas eram aquelas, mas entendeu o seu significado, estava tudo bem. Então achou melhor deixar-se ficar naquele macio conforto, visto não ter motivos para voltar para trás, embora pudessem existir, não se lembrava, nem ter motivos para se adiantar, embora pudessem existir, isso ela não sabia, não estando certa de ser por não se lembrar. E, apesar de o seu cérbero talvez ainda não estar completamente regulado, pensou, com acutilante clareza, que, de momento, estar assim era bom, nada para trás, nada para a frente, só o agora e umas festinhas na cabeça, às quais podia responder com uns divertidos pontapés, como quem diz, estou aqui e estou muito bem, o passado já passou e o futuro a Deus pertence. Não percebeu muito bem donde vinha esta frase, a bem dizer, nem a percebeu, a não ser com o coração, que já batia entusiasmado, como só os corações amados. E sentia-se tão bem assim que não acordou. Rita."
Isto é um extracto do "Moleskine de Janete", que comecei a publicar nesta sede há uns meses atrás. Interrompida tal publicação, mas não o projecto, continuei a desenvolver a história, que, entretanto terminei. Presentemente, encontro-me em fase de revisão final e de ilustração.

Pronto, considerem-se informados de que nem todas as interrupções significam desistência e, já agora, de que, no caso, me sinto feliz por ser assim.


  

domingo, 22 de dezembro de 2013

TANTO TEMPO À ESPERA DE NADA


Hei-de  voar um voo magistral
Triunfal
Final
Elevar-me nas alturas do abismo
Suspender-me o tempo do deleite
Deixar-me vogar
Precedendo o simples segundo da inexistência anunciada
Esperada
Anular toda a opacidade da vida
Tanto desperdício!
Caminho doutros caminhos
Ocultos, nenhuns, nada
Apenas um soberbo voo
Magistral
Triunfal
Final
 
 
 
 

TC (TRIBUNAL CARPINTEIRO)


De há uns tempos a esta parte, o Tribunal Constitucional deixou de produzir acórdãos para passar a produzir portas, portas abertas para a criatividade do governo, que, cansado de ter ideias, provoca descaradamente a intervenção daquele, com o mero objectivo de obter ideias novas.
Então, onde o TC fecha uma porta ao governo, logo lhe abre, não uma janela, mas, espanto, uma nova porta, aliás, mais larga.
Com esta harmoniosa carpintaria, sobra, obviamente, uma janela, não para o governo, mas para os reformados. Chama-se janela de ansiedade e consta que dela já se atiraram uns quantos e irão atirar-se muitos mais, em obediência aos desígnios de limpeza da Segurança Social.
 
Em nome da verdade, devo dizer que não li o acórdão, nem, aliás, tenciono ler, pelo que me limito a fazer eco do anúncio público da existência da porta, da autoria do 1º ministro nacional.
 
Já a referência à serventia da janela, trata-se de mero recurso estilístico, talvez dotado dum qualquer poder parabólico ou metafórico, não sei.
 
A ver vamos!