domingo, 1 de junho de 2014

DE DUBROVNIK À MOURARIA, PASSANDO POR ...


Não ter a noção daquilo que faz de nós o que somos e, em particular, daquilo que nos enriquece, para além da ignorância e eventual falta de sensibilidade e inteligência que revela, importa, sobretudo, enormes custos, medidos em termos de perda.
Lamentavelmente, é o que, por  vezes, sucede, no plano da nossa própria interioridade (com os consequentes efeitos a nível da externalização das nossas pessoas), sabe-se lá por efeito de que atávicas características ou influências. 
Não, isto não é o prólogo dum qualquer pseudo-ensaio sobre a falta de auto-estima! 
Trata-se, apenas, de dizer que, por vezes, na eterna fome de descoberta e da necessidade de espanto, pensamos encontrar noutras moradas que não a nossa, maravilhas e deslumbramentos incomparáveis, esquecendo-nos de explorar os que por cá existem.
E não, isto não é uma introdução a um qualquer pseudo- ensaio sobre o velho tema da galinha (ou galo) da vizinha ser sempre melhor que a minha (ou o meu).
Pronto, deixo-me de rodeios e abrevio: por vezes, sobretudo quando viajamos para destinos exteriores, deixamo-nos fascinar por certos locais ou motivos, por exemplo, 
 
uma passagem misteriosa em Dubrovnik (Croácia)
 
 
uma ruela em Kotor (Montenegro)
 
 
outra ruela em Split (Croácia)
 
 
uns grafitis sugestivos em Liubliana (Eslovénia)
 
 
 
 
um certo personagem, descansando o olhar pétreo...

 
...numa romântica panorâmica de Zagreb (Croácia) 
 
 
um gato sedoso, algures na Bulgária
 
 
um recanto da cidade velha, em Estocolmo (Suécia)
 
 
E esquecemo-nos de explorar os locais e motivos do nosso próprio País! Todavia, eles existem e convém desfrutar deles e divulgá-los. As imagens que seguem reproduzem alguns dos locais e motivos que descobri, ontem, na Mouraria. Como pude ignorá-los durante tanto tempo? Talvez por estarem tão à mão...
 
 

























         

























 

Concluindo, um dos meus sonhos irrealizáveis - será que, sendo irrealizável, é sonho ou que é sonho por ser irrealizável? - consiste em viver numa viagem contínua, entre o ir e o voltar, porque o ir é libertador e o voltar é acolhedor, e entre um e o outro há todo um mundo de descoberta e possível deslumbramento. Sonho?
 
 
 
 
 

 

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